Como cultivar rosa do deserto

Veja nesta matéria como cultivar rosa do deserto!

Publicado por: Cida Ramos

Hoje vamos mostrar várias dicas importantes para você aprender como cultivar rosa do deserto. Sabendo como cultivar você vai obter o máximo de floração e propagação das suas plantas.

Todo mundo gosta de plantas, principalmente ás dão flores e uma das que são mais queridas são as rosas do deserto. Elas são de fácil cultivo, dão flores de diversos tipos e podem ser cultivadas em vasos ou diretamente no solo.

Se quiser pode plantar diversas mudas de diferentes cores em um mesmo vaso, pode fazer o cultivo separadamente e também pode fazer o cultivo diretamente no solo.

Você precisa escolher o local ideal e tomar alguns cuidados com a iluminação, com a temperatura, irrigação e adubação principalmente.

As Adenium spp, também conhecidas como rosas do deserto, são plantas suculentas, belas, com caule estruturado, e floração exuberante. Com todas essas características vem encantando jardineiros e paisagistas mundo a fora.

Se você tem dúvidas em relação a estes e outros detalhes do cultivo da rosa do deserto, leia atentamente a matéria e fique por dentro de tudo o que você precisa saber para ter plantas lindas e saudáveis.

Veja as dicas para cultivar rosa do deserto

Cultivo

A Rosa do deserto pode ser cultivada por sementes ou estacas . Os troncos grossos com a característica parecida com os grandes Baobás, só podem ser obtidos através do cultivo de sementes. Um dos segredos para deixar a base do caule interessante é levantar um pouco a planta, deixando a parte superior das raízes exposta a cada replantio, que deve ser realizado a cada 2 ou 3 anos. A planta enraizará normalmente. Podas de formação devem ser criteriosas para não formar deformidades não naturais e cicatrizes feias na planta. Use luvas nas podas e manuseio da planta pois sua seiva é altamente tóxica.

Iluminação

As rosas-do-deserto são plantas exigentes em luz. Elas devem tomar pelo menos seis horas de sol por dia, caso contrário não florescem ou florescem pouco. Na falta de sol, também podem acontecer duas coisas: estiolamento (crescimento débil em comprimento) ou uma tendência em procurar luz, fazendo com que a planta fique torta para um só lado.

Temperatura

As Rosas do Deserto não gostam do frio. Em baixas temperatura, seu metabolismo fica muito lento, dormente. Quando expostas ao frio, as folhas ficam amarelas e caem. Deixam de florescer, e se estiverem floridas as flores caem. Nestas condições, as regas devem ser bem espaçadas, até porque não vão aproveitar muito as irrigações. Uma estufa seria uma saída interessante para manter a planta em crescimento vegetativo em locais com inverno mais rigoroso, como no sul do Brasil e nas regiões serranas.

Substrato

Para produzir este substrato, use composto orgânico, enriquecido com farinha de ossos, mais carvão moído (50% de composto orgânico + 50% de carvão moído). O composto orgânico contém os nutrientes essenciais às rosas-do-deserto, além de reter uma certa umidade, e o carvão moído deixará o substrato leve e aerado e ainda contém possui boa porcentagem de potássio, uma macronutriente importante. Além disto, o carvão é resistente à decomposição, aumentando muito a durabilidade do substrato.

O composto orgânico poderá ser substituído por húmus de minhoca (vermicomposto) ou, com menos vantagem, esterco curtido. Já o carvão poderá ser substituído por casca de arroz carbonizada, ou também, com menos vantagem, por casca de árvores. Usando cascas de arvores, a durabilidade do substrato diminui, pois não são tão resistentes à decomposição quanto o carvão.

Usando este substrato, realize as regas quando ele estiver seco, e adubações de cobertura a cada 40 dias, usando composto orgânico e farinha de ossos.

O substrato para Rosas-do-deserto é bem específico, mas fácil de compôr. Ele deve ser rico em potássio, fósforo e cálcio, leve e essencialmente bem drenante. No entanto, por ser um substrato drenável, é frequente a perda de nutrientes, que são constantemente lavados durante as regas e as chuvas, por isto adubações complementares são muito bem vindas. O nitrogênio é um nutriente que deve ser usado com cautela, pois pode provocar um desenvolvimento excessivo na planta.

Vasos

Procure utilizar um vaso, pote ou bacia com excelente drenagem e com boca ampla. Se for uma muda pequena pode ser em um vasinho de pequeno de plástico, se for uma muda maior dê preferência a uma bacia grande.

Para preparar o vaso coloque no fundo pedras e telas plásticas para que as raízes não cheguem a sair do vaso.  Cubra com um pouco de areia, depois coloque húmus de minhoca e plante a rosa com uma mistura de areia grossa e terra, enchendo até a borda. (OBS pode ser 2/3 de areia grossa com 1/3 de substrato misturado).

Regas

Uma das formas de saber se sua planta está com sede é apertando o caudex (caule) de leve. Se estiver murcho, isso significa que a planta está desidratada. Neste caso, faça uma boa irrigação, mas sem encharcar e verifique constantemente o substrato. Caudex murcho, pode também ser podridão.

Quando apertar o caudex, e verificar que está murcho, aperte outra parte do caudex. Se também estiver murcho, é quase certo que sua planta está realmente desidratada. Caso contrário pode ser podridão. Planta pendurada, logo após completa remoção de parte apodrecidas da raiz.

Podas

Não tenha medo de podar sua rosa-do-deserto. As podas são imprescindíveis para dar forma à planta e servem também para estimular as florações. Tenha cautela ao usar as podas para induzir o florescimento. Use como último recurso. Antes disso, melhore a adubação, dando mais atenção aos nutrientes citados acima. Para dar formato à planta, pode-se usar também recursos dos bonsaista, como “aramar” os galhos ou então usar fios de barbante para ancorá-los.

Faça sempre cortes em bisel nos ramos, evitando assim o acúmulo de água nos ferimentos. O pó de canela tem sido usado com sucesso como cicatrizante nos cortes, prevenindo o aparecimento de doenças fúngicas.

Floração

É possível incentivar a floração das rosas-do-deserto com duas técnicas: poda drástica e adubação.

Incentivar com poda drástica

Nas podas drásticas, deve-se eliminar todas as folhas e galhos da planta, distanciadas de cinco a quinze centímetros do caudex. Deverão ser eliminadas a folhas, para incentivar novas brotações, pois a planta vai entender que precisa das folhas para respirar e fazer a fotossíntese. Aproveite esta poda, para dar formato à sua planta.

Como por exemplo: uma copa mais arredondada, achatada, em extratos, enfim, você dá a planta o formato que desejar. Depois desta poda, virão as novas brotações, e logo em seguida vão aparecer os primeiros botões florais.

Você pode também aproveitar os ramos desta poda para fazer mais mudas por estaquia. Com a propagação por estacas, você terá mais plantas e mais flores, de uma forma bem mais rápida. Isso, porque a estaquia é um método de propagação vegetativa, que utiliza partes de indivíduos já adultos, comparando-se com a propagação por sementes.

Utilize sempre tesouras ou facas afiados e preferencialmente esterilizadas entre cada planta. Faça cortes precisos e limpos, sem mastigar os ramos e de forma a evitar o acúmulo de água no ponto do corte. Depois dos galhos podados, passe um pouco de canela em pó no local. A canela em pó age como um fungicida natural. Com a prática e os devidos cuidados na poda, basta secar o local do corte e nem é necessário passar nada, pois por se tratar de uma suculenta, a rosa-do-deserto cicatriza rapidamente.

Coloque a planta podada longe do sol direto, podendo até ser levada para o interior da casa. Depois de três a quatro dias, coloque a planta para receber o sol da manhã, e quando notar as brotações pode colocá-la no sol pleno. Elas gostam do sol. Logo após a formação dos novos ramos, a planta começará a florir e, dependendo dos cuidados e temperatura, continuarão floridas por muito tempo.

Incentivar com adubação

 

A outra maneira usada para incentivar as floradas é através da adubação. Os principais nutrientes para que sua plante nunca deixe de florir são, por ordem de importância, potássio, cálcio e fósforo. O nutriente que deverá ser usado na menor quantidade é o nitrogênio, pois ele estimula o crescimento vegetativo da planta, tornando-a muito alta e com ramos delgados e compridos, não dando a planta aquela forma característica, tão bonita e compacta.

Ou seja, os principais nutrientes para a floração, em ordem de importância, são: potássio, cálcio e fósforo. No entanto, deve-se evitar o nitrogênio em excesso. Digo porque o potássio e fósforo podem ser encontrados nos adubos NPK comuns, enquanto o cálcio pode vir de pó de osso ou cascas de ovos moídas. No caso do NPK (Nitrogênio, Fósforo e Potássio), procure uma medida do tipo 5-8-8 ou 5-10-10.

Caso você seja um adepto ao natural e orgânico e costuma evitar o uso destes suplementos químicos comerciais, é possível dar o que a planta precisa utilizando materiais orgânicos como cascas de banana, farinha de osso e cascas de ovos, misturados num composto orgânico.

As florações da rosa do deserto podem ser obtidas em plantas jovens, com apenas 15 cm de altura. O florescimento geralmente ocorre na primavera, sendo que há possibilidade de sucessivas florações no verão e outono. As flores são tubulares, simples, com cinco pétalas e lembram outras da mesma família como Alamanda, Jasmim-manga e Espirradeira.

As cores são variadas, indo do branco ao vinho escuro, passando por diferentes tons de rosa e vermelho. Muitas variedades apresentam mesclas e degrades do centro em direção as pontas das pétalas. Há ainda variedades de flores dobradas, triplas, quadruplas, entre outras. Também negras, que ao contrário das outras precisa de um PH mais ácido. Um ótimo fertilizante foliar é o Forth Flores, usado e recomendado para a floração, resultados verdadeiros.

Propagação – mudas

A Rosa do Deserto pode ser propagada por sementes ou estacas. Se a opção for sementes, deixe-as de molho em água não clorada para se hidratarem. O tempo mínimo na água é de duas horas. Podem também ser plantadas sem este tratamento, mas neste caso o tempo para germinação aumentará em 2 a 3 dias. Depois de hidratadas, plante em recipientes individuais e bem identificados. Estes recipientes podem ser copinhos de plásticos de 200 ml ou bandejas de isopor com células individuais. As bandejas de 128 células, facilmente encontradas em agropecuárias, são ideais. O tempo para as sementes germinarem varia de 2 a 4 dias.

Durante este período, mantenha o substrato constantemente úmido. Quando todas estiverem germinadas reduza a irrigação para uma ou duas vezes por dia e, a medida que forem crescendo, a irrigação deve ser gradativamente espaçada. As mudinhas devem ficar sob sol pleno para irem se acostumando a esta condição de luminosidade. O momento para o transplante é quando a mudinha estiver com 3 pares de folhas definitivas. Depois de 6 a 8 meses de germinadas as pequenas plantas começam a florecer.

Outra forma de propagá-las é por estacas. Aproveite as podas para fazer mudas por estaca, mas lembre-se que essas mudas não desenvolvem caudex como as originárias de semente.

Adaptação

Se você comprou sua planta num viveiro ou supermercado, é normal as folhas e flores caírem, não se preocupe. As folhas vão amarelecer e cair, assim como as flores. Isto é normal, pois elas mudaram drasticamente de ambiente. Não faça transplante e nem adube até que sua planta esteja totalmente adaptada ao novo local, demonstrando crescimento.

Podridão

Se sua rosa-do-deserto estiver podre, não se desespere, muitas vezes há salvação. Limpe todas as raízes, ficando assim com as raízes nuas. Com uma colher, elimine toda parte lesionada (podre) e pendure a planta num local com sombra. Deixe a planta nestas condições (pendurada) até que cicatrize toda ferida aberta. Isto levará no mínimo uns 5 ou 6 dias. Depois, replante com um novo substrato. Deixe a planta mais uns 3 a 4 dias na sombra, depois leve-a gradativamente a pleno sol. Nestas condições, também poderá haver perda de folhas.

É bem provável que depois desta operação o caudex fique com um buraco. Este buraco será para sempre. Mas você poderá disfarça-lo usando um cacto, uma pedra ou uma suculenta para tampar.

Nutrição e adubação

A adubação da rosa do deserto deve priorizar o fósforo e diminuir a quantidade de nitrogênio para que as mudas não estiquem muito e preservem seu aspecto ”gordinho”. Indicamos inicialmente uma adubação 10-54-10 que vai contribuir para o crescimento prematuro das raízes. Por interferir em vários processos vitais das plantas, deve haver um suprimento adequado de fósforo desde a germinação, principalmente em plantas de ciclo curto. As plantas quando jovens absorvem maiores quantidades de fósforo ocorrendo um crescimento rápido e intenso das raízes em ambientes com níveis adequados do nutriente.

O fósforo é um dos três principais nutrientes que as plantas necessitam para o crescimento: fósforo (P), nitrogênio (N) e potássio (K). Ele funciona como um dos principais jogadores no processo de fotossíntese, transporte de nutrientes e transferência de energia. O fósforo também afeta a estrutura da planta em um nível celular.

Uma planta com a quantidade adequada de fósforo disponível vai crescer de forma mais vigorosa e amadurecer mais cedo do que as plantas com quantidade inadequada de fósforo. Uma planta com deficiência de fósforo vai ficar com atrofia de crescimento, falta de frutos ou de flores, murchidão e as folhas podem ficar mais verdes ou ter uma parte roxa, devido ao processo fotossintético ser afetado. Misturando um fertilizante rico em fósforo com o solo no plantio irá ajudar a planta a estabelecer um sistema de raízes estável e ter uma primeira temporada forte e crescente.

Eu utilizo fertilizante foliar PLANTAFOL 10-54-10, porém misturo em água e uso durante a irrigação de 15 em 15 dias. Isso porque o fertilizante foliar não é muito bem absorvido pela Adenium.

Além do fertilizante, a aplicação de vitamina B1 é importante no desenvolvimento das raízes. Conversando com produtores tailandeses, fui aconselhada a fazer uma aplicação todos os dias, dissolvendo um comprimido de 300mg para cada 1000ml de água.

Alguns produtores me indicaram uma fertilização diferente, que consiste em aplicar vitamina B1 uma vez por dia, todos os dias. Depois de 7 dias começar com uso de osmocote 13-13-13 ou 8-24-24 meia colher de chá por litro de 3 em 3 meses. Borrifar inseticida e antifúngico uma vez por semana.

Faz 4 litros de solução fertilizante

Use 4g por litro de água – Regue de 15 em 15 dias.

Fontes: www.jardineiro.net / diariodeumasementeira.blogspot.com.br

blog.plantei.com.br / rosadodesertobr.blogspot.com.br

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