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Evite que sua casa fique debaixo d’água:Medidas de urgência e prevenção

Com o volume de chuvas ultrapassando todos os recordes para o período, algumas medidas devem ser tomadas para proteger sua casa das inundações e tragédias decorrentes das enchentes.    Ação de prevenção Pequenas providências de urgência  1- Limpe as calhas e demais canais de vazão da chuva. Galhos e folhas acumulados podem entupir os ralos […]

Publicado por: Cida Ramos

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Com o volume de chuvas ultrapassando todos os recordes para o período, algumas medidas devem ser tomadas para proteger sua casa das inundações e tragédias decorrentes das enchentes. 

 

Ação de prevenção

Pequenas providências de urgência

 1- Limpe as calhas e demais canais de vazão da chuva. Galhos e folhas acumulados podem entupir os ralos e represar a água.Limpar calhas e verificar o telhado são algumas medidas preventivas para não sofrer com as chuvas de verão
 – Limpe as calhas e condutores verticais – recolha folhas e galhos que possam entupir ralos e condutores horizontais. Estes devem estar sempre livres para o escoamento da água da chuva para a rede pública. Limpe as caixas de inspeção, quando houver.

A solução para o problema das inundações provocadas pelas fortes chuvas em nosso País é bastante complexa. A população pode contribuir não jogando lixo nas ruas – pois entope bueiros -, privilegiando, sempre que possível, as áreas e materiais permeáveis nos espaços privados e em calçadas, e respeitando a legislação para o uso e ocupação corretos do solo – porém a ação determinante está nas mãos da administração pública.

 Na esfera doméstica podemos nos resguardar de aborrecimentos com algumas ações preventivas:

 – Revise o telhado – não faça a manutenção com as telhas molhadas. Elas ficam mais suscetíveis a quebras e escorregadias, podendo provocar uma queda.

  – Verifique rufos, telhas desencaixadas e troque as quebradas por telhas do mesmo modelo das existentes. A substituição por telhas diferentes não resulta em encaixe perfeito proporcionando fácil deslocamento delas pelo vento e passagem da água.

 – Adicione ao projeto do telhado manta de subcobertura de alumínio. Caso a água passe, ela escorrerá para a calha.

 Quanto mais área permeável tiver o lote, mais absorção fará o solo da água da chuva. Se a construção está em terreno com forte desnível não dispense a vegetação, ela ajudará a conter deslizamentos.

 Quando for procurar um lote ou casa para comprar, pesquise a bacia hidrográfica da região. Muitos rios e córregos foram canalizados e não podemos mais localizá-los visualmente, mas em caso de muita chuva, a água escoará naturalmente para esses pontos, podendo ser uma área de alagamentos constantes.

  2- Desobstrua os bueiros e bocas de lobo próximos de sua casa. Este serviço é obrigação da rede pública, mas não custa ajudar.

 3- Não jogue lixo na rua ou deixe os sacos acumulados na calçada. Eles podem ser arrastados e contribuir para o entupimento das redes de esgoto.

 4- Verifique o telhado. Sujeira em excesso, telhas desencaixadas ou quebradas são sinais de goteira.

 
Plano de prevenção

 1- Quando for construir sua casa, analise o grau de declividade do terreno e a proximidade de áreas de risco – beira de rios, córregos ou morros onde já tenham ocorrido deslizamentos. Pesquise cuidadosamente o histórico da região e sua bacia hidrográfica. Muitos rios e córregos foram canalizados e não podem mais ser localizados visualmente. Entretanto, em caso de muita chuva, a água escoará naturalmente para esses pontos, o que poderá gerar alagamentos.

 2- Se a casa estiver em um declive, construa muros de arrimo para dar maior estabilidade e evitar deslizamentos.

 3- Em áreas de rios e córregos, construa a casa a, pelo menos, 30 metros de distância das margens para facilitar a drenagem. Nesses casos, edificações sobre palafitas ou com laje acima do nível do solo também são indicadas caso haja transbordamento.

 4- Instale drenos e canaletas ao redor da casa para desviar a água da chuva para uma área distante ou para um reservatório.

 5- Nas áreas externas, não impermeabilize o solo com cimento. Se possível, mantenha uma área verde no terreno e opte por pisos drenantes, que ajudam no escoamento da água.

 6- Caso o terreno já seja muito impermeabilizado, construa “piscininhas”, para reter a água da chuva. Desta forma, ela poderá ser reaproveitada e não causará estragos.

 7- Instalar uma manta de alumínio logo abaixo do telhado ajuda a conter e direcionar as águas para a calha, caso elas passem pelas telhas.

 
Contorne os problemas trazidos pela chuva com planejamento e soluções inteligentes

Diante de um dos verões mais chuvosos dos últimos tempos no Brasil, não há quem já não tenha se questionado o que poderia fazer para reduzir os problemas de alagamento dentro e fora de casa.

Essa questão preocupa, principalmente, quem vive em áreas de risco e em casas com grandes áreas externas.

Apesar de algumas adaptações serem possíveis para minimizar o problema quando a obra já está pronta, o ideal é procurar soluções anti-alagamento desde o início do projeto.

De acordo com o coordenador da divisão técnica de engenharia sanitária do Instituto de Engenharia de São Paulo, João Jorge da Costa, construir uma casa totalmente a prova de alagamentos é tarefa quase impossível.

“A engenharia vê a condição limite e introduz um coeficiente de segurança, que geralmente é de 95%.” Costa lembra, porém, que no caso de fenômenos aleatórios, como as chuvas, há tantas variáveis que fica difícil prever o tamanho dos estragos.

 Investigar o terreno é primeira medida

 O arquiteto Marcus Zechetti, da Angelo & Zechetti Arquitetos Associados, afirma que, antes de construir uma obra, é preciso investigar a área. “O histórico da região é a melhor forma de saber se é uma área de risco ou não”, garante.

A impermeabilização é frequentemente apontada como um dos fatores que mais contribuem para os alagamentos nas grandes cidades, assim como a ocupação ilegal e retificação de rios e córregos.

“Os grandes alagamentos em cidades como São Paulo acontecem porque a água das chuvas não consegue entrar no solo e flui rapidamente para os rios, que foram retificados ou canalizados, o que diminui sua área e capacidade de escoamento”, explica Zechetti.

Mas Costa garante que os fortes temporais, como os que atingiram o país nesse verão, são exceções, e que nenhum projeto de engenharia teria como prever o grande volume de chuvas para calcular o tamanho ideal de calhas.

 Manutenção e limpeza de bueiros são fundamentais

A professora da Escola Politécnica da USP, Mercia Bottura Barros, lembra que é preciso ficar atento à manutenção do sistema de drenagem para evitar problemas. “Por mais bem projetado e eficiente que seja, o sistema de drenagem vai acabar resultando em problemas se estiver obstruído. Então, o mais importante é manter as calhas e dutos limpos.”

 
Ajude no escoamento natural da água

Uma sugestão dada por Mercia para ajudar no  é a implantação de telhados inclinados, ao invés do uso de calhas e tubos de drenagem na cobertura. Apesar desse escoamento de água ser mais prático, a professora alerta que ele só será bem sucedido se a colocação das telhas for a ideal.

“Se a inclinação e instalação forem feitas corretamente pode entrar água no interior da edificação”, afirma. “Quanto menor a telha, maior a inclinação necessária. As telhas cerâmicas e de concreto, por exemplo, exigem inclinação maior do que as telhas de fibrocimento ou metálicas”, completa.

Outras soluções que contribuem para a absorção da água são os pisos permeáveis, como o drenante e a concregrama. De acordo com Georges Rusalin, proprietário da Brascon, empresas especializada em pisos, o piso drenante, feito de granito, areia e cimento, consegue cerca de um litro de água por segundo.

“Estudos mostram que se em São Paulo fosse colocado piso drenante, o Estado economizaria com a construção de 20 piscinões”, afirma. O preço do piso drenante fica em torno de R$ 55,00/ m2.

Já a concregrama, que une uma trama de concreto com grama, consegue drenar 70% da água em sua superfície. Essa opção é boa para áreas de estacionamento, pois permite que os carros passem por cima da grama sem estragá-la e dão aspecto mais bonito.

Em compensação, Rusalin lembra que esse piso necessita de manutenção, o que o piso drenante dispensa. O preço do concregrama pode variar de R$ 43,00/m2 a R$ 58,00/ m2.

 Conheça alguns pisos drenantes:

Engenheiros também vêm tentando contornar o problema das fortes chuvas com pisos elevados. “É uma solução que está sendo utilizada por algumas construtoras para edifícios altos, em suas áreas comuns”, afirma Mercia. Esse tipo de piso, formado por placas modulares de concreto, rocha, porcelanato ou madeira, instalados sobre pedestais de plástico resistente, escoa a água das chuvas, sem precisar de ralos.

 Piscininhas privadas também ajudam

 Além das iniciativas próprias, há também leis que têm por objetivo diminuir os impactos das chuvas nas cidades. Um exemplo é a lei das piscininhas, que torna obrigatória a construção de reservatórios de retenção de águas pluviais em obras com áreas impermeabilizadas superiores a 500 m2.

No entanto, o arquiteto Marcus Zechetti afirma que a iniciativa seria mais bem sucedida se tivesse alguns ajustes. “A lei prevê seria mais eficiente se previsse o reuso desta água represada ao invés de apenas devolvê-la à rua.”

 

Antes de iniciar a construção da casa de praia, saiba como escolher o melhor terreno para evitar problemas no futuro

Análise do terreno é fundamental para evitar deslizamentos

É preciso mais do que dinheiro no bolso e uma bela vista para assegurar verões tranquilos à beira mar. Antes de começar a construir a tão sonhada casa de praia tenha certeza de que se estará ocupando um local sem riscos de deslizamentos, enchentes ou desabamentos para que as férias não terminem em tragédia. Preocupações que podem ser sanadas com uma investigação cuidadosa do terreno.

O primeiro item a ser analisado é o grau de declividade ou a proximidade do terreno de áreas que já tenham histórico de risco.

“Quanto mais distante da beira de rios, córregos ou morros onde já tenham ocorrido deslizamentos, melhor”, afirma o geólogo Agostinho Ogura, do Laboratório de Riscos Ambientais do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

Se construir em uma encosta ainda for a principal opção, verifique com cuidado a vegetação local – “quanto mais antiga, menor será o risco”, indica a geóloga Luciana Pascarelli, da Secretaria de Coordenação de Sub-Prefeituras de São Paulo -, a existência de blocos de rocha rolados e o aparecimento de rachaduras nas residências próximas. “Esses podem ser indícios de problemas recentes.”

Conversar com a vizinhança sobre o histórico da região também pode ser de extrema importância para saber o que lhe espera. “Mas de qualquer forma, é essencial que o subsolo seja estudado tecnicamente por um geólogo ou por engenheiros capacitados antes de ser ocupado”, enfatiza Ogura.

Órgãos públicos são fonte de informação

Em algumas regiões, também é possível obter informações sobre o subsolo e áreas de risco nas prefeituras e unidades da Defesa Civil. “Muitas áreas de risco de São Paulo, por exemplo, já são mapeadas desde 2003 e podem ser consultadas nas Sub-Prefeituras”, indica Luciana.

Bem restritiva, especialmente em alguns estados, como São Paulo, a legislação ambiental também é outro parâmetro que deve ser levado em consideração. “A preocupação não deve ser só com as espécies que serão desmatadas, mas nas consequências dessa degradação da natureza”, diz o especialista do IPT.

“Quando se faz um corte profundo no morro interfere-se diretamente em sua estrutura. Isso pode gerar desastres não previstos pois será necessária uma nova acomodação da terra”, completa Luciana.

Cuidados com a construção

De posse dos estudos de viabilidade de ocupação segura do terreno escolhido é possível dar início ao projeto de construção, que também deverá ser adequado às características do solo.

  “Em solos mais espessos é possível aprofundar a fundação para dar mais estabilidade à obra, mas se a camada de terra for estreita, como acontece na Serra do Mar, será preciso perfurar a rocha, o que pode encarecer muito a construção”, diz Luciana.

 Acostumado a projetar casas no litoral Norte paulista e no Vale do Paraíba, áreas afetadas pelas chuvas das últimas semanas, o arquiteto Ricardo Viggiani indica a construção de muros de arrimo para dar maior estabilidade às edificações em declive.

 Também é preciso instalar canaletas e drenos para desviar a água da chuva para uma área distante, onde não haja risco de erosão, ou transferi-la para um reservatório para ser reaproveitada. O sistema de água e esgoto do dia-a-dia também deve ser periodicamente revisto para que possíveis vazamentos não ocorram e estimulem grandes infiltrações.

 Em áreas de rios e córregos, a legislação determina que as construções fiquem a 30 metros de distância das margens para facilitar a drenagem. “O recomendável é fazer a construção de lajes em um nível mais alto, valendo-se de palafitas ou madeiramentos com vão livre”, diz Viggiani.

 

Fonte:IG

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