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Guia fashion de Roma

Se você pensa em ir visitar a Itália, conhecer Roma, não pode deixar de ler as dicas que estão a seguir. Eu fui e vale a pena visitar cada cantinho onde se pode comprar bem, e nem sempre se precisa gastar muito… Peguei essa matéria no Ig por ver que tem tudo o que eu […]

Publicado por: Cida Ramos

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Se você pensa em ir visitar a Itália, conhecer Roma, não pode deixar de ler as dicas que estão a seguir. Eu fui e vale a pena visitar cada cantinho onde se pode comprar bem, e nem sempre se precisa gastar muito… Peguei essa matéria no Ig por ver que tem tudo o que eu gostaria de dizer em termos de Roma… Espero que seja útil…e boa viagem! Ícones do mundo da moda, sartorias, pontas de estoque e mercadinhos numa Roma múltipla e elegante, para todos os gostos e bolsos Ninguém ouse desmerecer Roma, em termos de moda, comparando-a com Milão, sua eterna concorrente. Mulheres que só usam jeans quando acompanhados de acessórios de luxo, e que carregam na maquiagem até para ir ao supermercado, só confirmam que Roma é fashion. Homens que combinam Versace, foulard e Rayban extra size para ir ao futebol, também. Apesar de estar só entre as quatro cidades mais elegantes do mundo, atrás de Milão, Nova York e Paris, Roma é, sim, uma cidade de moda. Verdade que a moda, na cidade, não nasceu num berço glamour. As irmãs Fontana, de uma das primeiras casas de moda da cidade, costuravam barras de calça e trocavam comida por tecido, durante a guerra, antes de chegar a vestir Ava Gardner, Grace Kelly e Liz Taylor. Foi o ambiente cinematográfico de Roma, nos anos 50, que propiciou o surgimento das divas e, com isso, a época de ouro das sartorias de moda romanas. O ateliê de Simonetta e Emilio Schubert vestia Sophia Loren. Fernanda Gattinoni abriu seu ateliê ainda em 1945. Depois, Audrey Hepburn e Ingrid Bergman se tornaram suas melhores clientes. Hoje, a casa mantém um museu com seus modelos, em Roma, visita obrigatória para quem se interessa por moda. O charme da cidade é que muitas alfaiatarias, ateliês de gravatas e de sapatos feitos à mão ainda existem e produzem. A camisaria Bricetti, por exemplo, uma das sartorias mais antigas de Roma, produz camisas artesanais desde 1889. A Caleffi, desde 1811. Entre a clientela da Caleffi estão diversos políticos, e até o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi. “Nosso valor está nas pessoas, do homem que corta o tecido à senhora que o costura”, explica Rodolfo Caleffi, gerente da sartoria. Para ele, a produção em série é incabível. “No processo industrial, é possível fazer milhares de camisas por dia. Para fazer uma camisa exclusiva, levamos horas”. Em geral, os atêlies são sóbrios e muito elegantes. O da Caleffi combina quadros, tapeçaria e mogno. O ambiente é convidativo e, numa visita a Roma, recomenda-se parar para uma olhada. Além das camisas com botões de madrepérola, a Caleffi também faz as sofisticadíssimas gravatas de seda com sete dobras. Sob encomenda, a casa oferece um modelo com um pequeno amuleto napolitano costurado entre as dobras do tecido. No quesito gravatas, as do ateliê Ezio Pellicano, feitas à mão, constam, inclusive, da bíblia das gravatas, o The little book of ties, de François Chaille. Mas nem só do clássico vivem as sartorias romanas. Uma agradável surpresa é passar pela casa George’s, leve e colorida, na imponente Via del Pantheon. Os herdeiros da Georges’s resolveram misturar as peças cult da produção tradicional da casa a peças despojadas do prêt-à-porter. A mudança – ou melhor, a adequação – está a cargo de Paolo, Luca e Walter Chermaz. Pode parecer uma heresia, mas o estilo tem a ajuda de parceiros como o britânico Paul Smith, os italianos Mario Matteo, Mauro Grifoni, e a nova estrela da moda italiana, Lapo Elkann, da marca Italia Independent. Lapo – irmão de John Elkann, presidente da Fiat – criou moda ao usar, juntos, ternos herdados do avô Gianni Agnelli e agasalhos com a marca da montadora da família. A grife de Lapo assina, por exemplo, uma linha do cultuado chapéu Borsallino, que pode ser encontrada na George’s. “Estamos entre o tradicional e o contemporâneo, com um forte caráter vintage. Não é massificação, é para nos mantermos competitivos”, garante Paolo Chermaz. Vale a pena conferir. Window shopping em Via Condotti Além de alfaiatarias e ateliês de sapatos feitos à mão, os ícones do mundo da moda também têm endereço, e encontram-se nos pontos mais exclusivos de Roma. Para começar, a escadaria Trinità dei Monti, na Piazza di Spagna é, literalmente, uma passarela. Por seus degraus já desfilaram Naomi Campbell e Eva Herzigova, com Cavalli, Trussardi e demais estrelas do prêt-à-porter. Na praça, as grandes lojas se encontram uma ao lado da outra. Pela ordem, Dior, Furla, Gianfranco Ferré, Cavalli e Dolce & Gabbana, todas na mesma praça. Apaixonados por moda, do mundo inteiro, marcam encontro ali. A Via Condotti, que parte da Piazza di Spagna, é considerada uma das ruas mais elegantes do mundo. Karl Lagerfeld costuma passear por lá. Idem para romanos, turistas italianos e estrangeiros. O mundo todo faz window shopping pelas lojas da Condotti, onde cada vitrine é charmosa e inapelavelmente magnética. Também é possível entrar sem comprar, como na Bvlgari. Andy Warhol teria dito que entrar na joalheria é ir a uma mostra de arte contemporânea. De fato, os diamantes by Bvlgari, dispostos entre os móveis centenários de mogno e as colunas de mármore verde do Palazzo Lerpi, dão a sensação de estar numa galeria. A Bvlgari completou 125 anos. Durante esse tempo, a joalheria tem sido ponto de encontro do luxo, da aristocracia e da cultura. Os vendedores, gentilíssimos, oferecem o catálogo comemorativo mesmo aos que entram só para olhar. O inocente window shopping na Condotti pode continuar por horas pelas vitrines de Gucci, Valentino, Armani, Battistoni, Prada e Trussardi. Recomenda-se uma paradinha no L’Antico Caffè Grecco, no número 86. O local foi fundado em 1760 e foi frequentado por intelectuais importantes, de Stendhal a Schopenhauer e Gogol. Um capuccino custa € 5, é verdade, mas vale pela atmosfera de arte, cultura e aristocracia que se respira. Mas a moda é um business, e não vive de window shoppers. A bem da verdade, quem vive em Roma investe, sim, em peças grifadas. Mas prefere comprar artigos mais baratos, nos mercados da cidade. Isso até gerou uma provocação dos milaneses: “Diga se alguém é de Roma ou de Milão e eu lhe direi como se veste”. Com a crise econômica, um trench Gianfranco Ferré, a 1070 euros, pode ser proibitivo. Idem para uma camisa Versace, a €225. Evidentemente, o problema não diz respeito somente a Roma. Mas a cidade tem procurado formas de contornar a situação porque, uma vez fashion, é obrigatório continuar fashion. Os pontos das pontas Laura, dona de um outlet de marcas famosas, comenta que diversas lojas foram fechadas, na cidade. “Você olha para as ruas da moda e vê diversas portas fechadas, por causa da crise”. Os dados de um instituto italiano de pesquisa indicavam 3 mil negócios fechados, em Roma, em 2009. Mas previam, também, um número recorde de falências, ainda para o primeiro semestre de 2010. “Ou fecham de vez, ou mudam de atividade”, informa. Por causa da crise, Laura fechou um negócio tradicional de confecção e acaba de abrir o outlet Dakota, próximo ao Pantheon. “As roupas de marca vendem mais”, afirma. “Além dos descontos de até 50%, quem gosta de uma grife já parte de uma escolha pensada, e compra de qualquer jeito”. O outlet de Laura fica no Palazzo Serlupi Crescenzi, construído em 1585. O ambiente é repleto de afrescos, paredes de tijolos romanos e mármere “subtraídos” do Coliseu – hábito comum entre nobreza e clero, no passado. “Aqui a gente senta nos sofás, toma um café e conversa”, diz Laura, que também organizou uma cervejaria no espaço ao lado “para que os homens esperem, enquanto as mulheres compram”, sugere, esperando que o diferencial atraia clientes. Tanta simpatia obriga a dar uma volta pelos quatro ambientes, sentar, tomar uma água e papear, claro. Nos últimos tempos, não somente Roma, mas a Itália toda está sendo invadida pelos outlets. Laura conta que, para driblar a crise manter o decantado estilo de vestir, os romanos já contam com armazéns enormes, de grandes marcas, em quase todas as saídas do anel viário da cidade. O Fashion District Valmontone Outlet é o que tem sido chamado “cidade do consumo”. O local fica a 40 km de Roma, tem 200 hectares e concentra 150 lojas de ponta de estoque: de Benetton e Calvin Klein, a Gianfranco Ferré e Gattinoni. O local recebe 500 mil pessoas por mês. Em janeiro, teve um número recorde de 100 mil visitantes num único fim de semana. O interesse e a afluência são tantos que os responsáveis organizaram um serviço de ônibus, ida e volta, Roma-Valmontone. Falando de outro outlet, a rede Temporary Touch & Go, que surgiu em Milão, espalhou-se rapidamente pela Itália. Em Roma, tem duas lojas, mas não se sabe por quanto tempo. “A loja da Piazza di Spagna permanece, seguramente, até o fim de maio”, garante o store manager. Mas ele não saber informar até quando fica a unidade da Via del Corso. A ideia é permanecer num local por dois ou três meses ou, como se costuma dizer, “enquanto durarem os estoques”. Os estoques, no caso, são artigos das coleções passadas de Moschino, Ballenciaga, John Galliano, Fiorucci, Versace e Trussardi, com o inacreditável desconto de até 90%. É possível encontrar ternos completos da Sartoria Partenopea, de 1500 por 155 euros. Ou casacos John Galliano, de 1500 por 300. Ou ainda camisas Ballenciaga por 35 euros, sapatos masculinos Trussardi por 45 e jeans idem, por 39. Mercadinhos, com muito charme Os amantes do vestir, em Roma, consideram os mercados da cidade o paraíso delle tasche vuote, ou dos bolsos vazios, como dizem. O mercado da Via Sannio já foi ameaçado de ser fechado diversas vezes, por quem alega barulho e transtornos. O comércio funciona há 50 anos, no bairro San Giovanni, aos pés dos magníficos muros aurelianos (séc. III). Evidentemente, muita gente preferiria ver os muros, em vez da infinidade de barracas permanentes, que abrem de segunda a sábado. A Via Sannio recebe turistas de todo o mundo, atrás de roupas usadas e novas, algumas assinadas. Existe uma certa suspeita sobre a procedência das roupas de grife. Caso alguém desconfie, pode sempre se contentar com marcas menos famosas, mas originais e baratas. Uma camisa italiana – com o inconfundível corte slim, mais estreito – pode sair entre 5 e 10 euros. Jeans sem marca, mas muito style, custam € 25, em média, mas podem ser encontrados até por € 1. Na linha acessórios, há muitos chapéus trendy a € 3 e foulards a € 2. Recomenda-se pechinchar. Mas é Porta Portese o mais famoso dos mercados de Roma. Ali se misturam vestuário, antiquariado e produtos alimentícios. Durante a ocupação alemã, na Segunda Guerra, a população pobre levava ali seus objetos para vender ou trocar por comida e remédio. O local se transformou em mercado de pulgas, e hoje é o endereço mais famoso da cidade para compras a baixo preço. O mercado de Porta Portese funciona somente aos domingos, e fica intransitável, em certos momentos. Ali, calças masculinas quadriculadas, muito estimadas entre os italianos, podem sair por € 2. Uma saia Armani usada, em bom estado, por € 5. Eu que gosto de pintar quadros não poderia deixar de visitar a Piazza Navona onde se exibem vários pintores com sua arte maravilhosa… Outro passeior maravilhoso foi conhecer a Ponte Vechio, ela sobreviveu as Guerras e se tornou um polo comercial de ouro…isso mesmo a ponte tem lojas que vendem ouro por toda ela…é incrível o tanto de coisa bonita…um deleite para nós mulheres! Que Roma é fascinante, não há dúvidas. E que isso inspire seus habitantes à elegância, também. Portanto, caso encontre um romano impecavelmente vestido, não será provocação se ele disser “Já nascemos assim”. É pura verdade. Serviço Fondazione Micol Santana Via San Sebastianello, 6 Maison Gattinoni Em abril deste ano, o arquivo do ateliê Gattinoi foi declarado patrimônio cultural italiano. Ali existem cerca de 400 vestidos, 1200 figurinos originais, além de fotografias e documentos de época. Rua Toscana, 1, Roma. atelier@gattinoni.com Briccetti Camiceria Via Anicia, 27, Palestrina, Roma Camiceria Caleffi – camisas sob encomenda, feitas à mão, desde 1911. Via Colonna Antonina, 53 Piazza Montecitorio, Roma Gravatas Ezio Pellicano Gravatas de seda e foulards feitos à mão, sob encomenda e pronta-entrega. Via del Seminario, 93, Roma George’s Loja masculina – Via del Pantheon, 58. Vintage masculino – Via della Rotonda, 20. Loja feminina – Via della Rotonda, 5, Roma Dakota Outlet Via del Seminario, 112 (Palazzo Serlupi Crescenzi), Roma Fashion District Valmontone Outlet Via della Pace, località Pascolaro, Valmontone (Roma). Ônibus – Via Marsala (Stazione Termini). Ida e volta – € 5. Somente volta – € 3. inforoma@fashiondistrict.it Temporary Touch & Go Store Piazza di Spagna, 35/37/39. Via del Corso, 141/2, Roma Mercado de Via Sannio Via Sannio, bairro San Giovanni. Segunda a sábado, das 8 às 14h Mercado de Porta Portese Piazza di Porta Portese, Roma. Domingos, das 6 às 14h Fonte:IG / CidaRamos

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