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Leite: Conheça os benefícios do leite para a saúde e perder peso

Apesar de muita gente falar da intolerância à lactase, segundo Patrícia Campos-Ferraz, nutricionista da Nutriaid, a maioria dos adultos humanos não têm dificuldades de digestão da lactase. “Para esses indivíduos não há razão para se tirar o leite da dieta. A quantidade de cálcio encontrada no leite é bastante significativa, e não bastasse isso, sua […]

Publicado por: Cida Ramos

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Apesar de muita gente falar da intolerância à lactase, segundo Patrícia Campos-Ferraz, nutricionista da Nutriaid, a maioria dos adultos humanos não têm dificuldades de digestão da lactase. “Para esses indivíduos não há razão para se tirar o leite da dieta. A quantidade de cálcio encontrada no leite é bastante significativa, e não bastasse isso, sua disponibilidade é alta, comparado a outras fontes vegetais de cálcio como feijões, por exemplo”. Considerando que as recomendações atuais de cálcio são muito altas para alguns grupos populacionais como mulheres , é importante o consumo desse alimento na dieta habitual. Exemplo: as mulheres necessitam de 1000 a 1300 mg de cálcio ao dia para suprir as necessidades determinadas por recomendações internacionais. Um copo de leite tem aproximadamente 240 mg. Leite na idade adulta. Mitos e Fatos. Tenho visto muitos pacientes deixarem de tomar leite ao se tornarem adultos. O argumento utilizado é que “animais mamíferos adultos não são capazes de digerir mais o leite, portanto, com os humanos adultos, geneticamente, deve acontece o mesmo .” O fenômeno em questão chama-se hipolactasia do tipo adulto (deficiência da enzima que digere o açúcar do leite, a lactase). Trata-se de uma das manifestações determinadas por um polimorfismo genético específico; a outra manifestação determinada por esse polimorfismo é justamente o que chamamos de “persistência da lactase”. Polimorfismo genético são variações no número e no tipo de mutações estáveis no DNA, ou seja, os mesmos genes podem expressar fenótipos diferentes para o que ele codifica, numa determinada população. Assim o gene que determina o funcionamento da lactase pode expressar um fenótipo de deficiência ou de persistência. Curiosamente, o fenótipo dominante é justamente o de “persistência” da lactase na idade adulta, apesar de ser considerado o fenótipo mutante (diferente). Sendo assim, a maioria dos adultos humanos não têm dificuldades de digestão da lactase e para esses indivíduos não há razão para se tirar o leite da dieta. A quantidade de cálcio encontrada no leite é bastante significativa, e não bastasse isso, sua biodisponibilidade é alta, comparado a outras fontes vegetais de cálcio como feijões, por exemplo. Aqui, vale lembrar que o cálcio de fontes vegetais tem sua biodisponibilidade alterada por presença de fatores anti-nutricionais como fitatos, oxalatos e presença de fibras, etc. Mesmo assim, podemos encontrar fontes de cálcio vegetais muito interessantes. O queijo também é rico em cálcio, mas possui o inconveniente de apresentar altas taxas de gordura, na grande maioria dos tipos. Considerando que as recomendações atuais de cálcio são muito altas para alguns grupos populacionais como mulheres , é importante o consumo desse alimento na dieta habitual. Exemplo: as mulheres necessitam de 1000 a 1300 mg de Cálcio ao dia para suprir as necessidades determinadas por recomendações internacionais. Um copo de leite tem aproximadamente 240 mg. Essa quantidade de leite poderia ser substituída, por exemplo, por 150g de tofu com cálcio ou 320g de brócolis (aproximadamente 10 flores) para se obter a mesma quantidade de cálcio. Na impossibilidade desses, um profissional da área de nutrição saberá indicar boas alternativas alimentares e avaliará a necessidade ou não de uma eventual suplementação desse mineral, para se evitar problemas futuros como osteoporose e osteopenia (ossos fracos), entre outros . Conclusão: como foi dito anteriormente em outros tópicos, uma dieta equilibrada consiste em consumir alimentos variados, dos mais diferentes grupos alimentares, sem a exclusão de alimentos específicos desnecessariamente. Afinal, somos animais onívoros, ou seja, consumimos alimentos de origem animal e vegetal, biologicamente falando. Fonte: UOL

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