O guia completo da Dieta Paleolítica

Veja o guia completo da Dieta Paleolítica e saiba como fazer a dieta que mudou o corpo de muitos inclusive famosos!

Publicado por: Cida Ramos

Hoje vamos falar tudo sobre a dieta que tem mudado o corpo de muita gente, o guia completo da Dieta Paleolítica que promete saúde, músculos e longevidade!

A dieta Paleolítica, também conhecida como dieta Paleo, é um antigo método de se alimentar, que já era usado por nossos antepassados e que está sendo resgatado atualmente por quem deseja ter uma alimentação mais propícia a longevidade, para quem deseja perder peso e para quem quer aumentar os músculos.

O Que É a Dieta Paleo ou Dieta Paleolítica?

A dieta paleolítica (DP) é um estilo de alimentação que se baseia na alimentação do homem de 15-10 mil anos atrás (período pré-agricultura).

Ou seja, você pode comer basicamente o que o homem era capaz de caçar ou coletar nessa época (carnes, frutos do mar, frutas e verduras, nozes e sementes, túberculos).

A dieta paleo, ou dieta paleolítica, tem por base a alimentação natural e é inspirada nos hábitos de nossos antepassados (caçadores-coletores). Imagine uma dieta em que você possa comer sempre que sentir vontade, o quanto quiser, até se sentir saciado e não se preocupar com horários, frequência das refeições e seguindo um cardápio que não condena as temidas e saborosas gorduras naturais. A promessa é de rápido emagrecimento e aumento da vitalidade, sem contagem de calorias ou porções, e sem passar fome ou sofrimento. Será que faz sentido? Este artigo analisa tudo relacionado a este modo de vida, na teoria e na prática.

Apesar de inspirada nos hábitos do paleolítico e de suas práticas parecerem duvidosas, diversos estudos clínicos atuais demonstram que o estilo paleo realmente têm melhorado rapidamente importantes indicadores de saúde, a começar pela perda de gordura corporal em ritmo acelerado.

Neste artigo, mostraremos como uma dieta baseada alimentos de alta qualidade (alta densidade nutricional) pode fazer com que as funcionalidades e o equilíbrio hormonal atuem rapidamente a favor do organismo. A partir deste equilíbrio, a compulsão por alimentos ruins (doces, massas, etc) e a fome reduzem muito, enquanto se percebe aumento da energia, disposição e perda de peso. A naturalidade ao lidar com a alimentação estimula até mesmo a prática de jejuns intermitentes por grande parcela dos paleo-adeptos.

O argumento para isso vem da biologia evolutiva. Robb Wolf, um dos maiores nomes do movimento paleo, faz uma boa comparação: se você pegar um campo de futebol de 100 metros de comprimento, 99,5 metros é equivalente ao tempo que o ser humano passou se alimentando como caçador-coletor.

Enquanto 0,5 metro equivale ao tempo que vivemos depois da introdução da agricultura.

Ou seja, o corpo humano está muito bem adaptado à alimentação do paleolítico, mas ele não teve tempo ainda para se adaptar à revolução da agricultura, que é muito recente ainda em termos evolutivos.

A agricultura pode ter mudado nossa dieta e estilo de vida, mas ainda não mudou nossa genética. A ideia da dieta paleo é tentar reverter a tendência ilustrada ironicamente na figura abaixo:

Assim, em vez de nos alimentarmos de carnes, frutas e verduras, acabamos nos acostumando com grãos (massas, pães, arroz e feijão etc.), e todo tipo de comida industrializada (frituras, açúcar refinado e óleos poliinsaturados).

A dieta paleolítica propõe uma volta às origens. Ela se vale dos princípios da biologia evolutiva para procurar responder à pergunta: qual é a dieta mais saudável possível para os seres humanos com os alimentos que temos disponíveis hoje?

E por mais polêmica que seja e por mais críticas que ela receba, a DP funciona e as pessoas emagrecem (e se mantêm magras, o que é mais importante) com ela.

Por que ajuda a emagrecer?

Esta dieta pode levar a redução do peso uma vez que há redução do consumo de carboidratos. Os carboidratos como pães, massas e arroz são digeridos no estômago rapidamente elevando os níveis de glicose na corrente sanguínea e a glicose em excesso pode ser metabolizada e transformada em gordura, levando ao acúmulo no tecido adiposo. Estes carboidratos refinados são excluídos desta dieta, contribuindo assim com o emagrecimento.

Além disso, a dieta paleolítica prevê a eliminação do consumo de alimentos industrializados em geral, com glúten ou lactose, uma vez que o consumo destes alimentos atualmente pode estar associado ao ganho de peso, aparecimento de inflamações, distúrbios endócrinos e metabólicos.

Como funciona

Carne à vontade: A carne proveniente de todos os tipos de animais era a base da alimentação no período Paleolítico. Elas são fontes de proteínas, nutrientes de extrema importância na nossa alimentação uma vez que fazem parte da composição muscular e recuperação dos tecidos, além de ser substrato para produção de hormônios, enzimas, anticorpos e outros agentes metabólicos. É nas carnes que estão concentradas as maiores quantidades de aminoácidos essenciais, aqueles que não produzimos naturalmente em nosso organismo.

Por outro lado, é preciso tomar cuidado com esse “à vontade”. Proteínas em excesso podem causar efeitos colaterais, como a retirada do cálcio dos ossos, a acidificação do sangue e uma sobrecarga nos rins. O limite indicado pela OMS é o consumo de no máximo 30% das nossas calorias diárias corresponder à proteína.

Dieta Paleo – As 10 regras do estilo Primal

  1.  Coma plantas e animais. Comida de verdade. Alimentos que o homem anterior à agricultura poderia caçar ou coletar. Comida que não tem código de barras.
  2.  Evite coisas venenosas. Comidas processadas (gorduras trans e parcialmente hidrogenadas, açúcar de qualquer tipo, grãos (inclusive os integrais). Conservantes, adoçantes, corantes. Aqui eu escorrego bem porque como todos os dias da semana em restaurante, onde se usa óleo de soja na maioria das preparações. Mesmo assim evito servir vegetais refogados em óleo, priorizo os vegetais crus. Mas na carne não tem como escapar. Além disso tomo mil cafezinhos com adoçante no escritório, tomo Coca Zero e às vezes masco uns Trident. Isso é uma meta importante, diminuir consumo de adoçantes.
  3.  Mexa-se com frequência de uma maneira tranquila. Repense as horas correndo no mesmo lugar na esteira da academia. Mexa-se sempre que possível, estacione o carro mais longe, pegue a escada e não o elevador.
  4.  Levante coisas pesadas. Para ter músculos e retardar envelhecimento, faça treinos curtos e intensos de ginástica funcional, priorizando movimentos que utilizem o corpo inteiro. Eu estou há dois meses fazendo um treino que mistura levantamento de peso com ginástica funcional – excelente, e já tenho resultados muito bons.
  5.  Corra muito rápido de vez em quando. Mais eficiente do que pegar pesado com as articulações correndo quilômetros a fio. Repara na diferença de um corpo como o do velocista Usain Bolt e um corpo de um desses campeões de maratona. Se você acha que correr mil quilômetros vai fazer você perder o peso que precisa, não é bem por aí. A alimentação, no meu caso, é mais de 90% do negócio. Você pode dar a volta ao mundo correndo, se não mudar a sua alimentação, continuará gordinho. E depois, quem exagera nos exercícios aeróbicos sente mais fome. Faz sentido, né?
  6.  Durma bem. No mínimo oito horas por dia. Evite luzes artificiais e estímulos digitais depois que anoitecer. Aqui outro ponto onde preciso evoluir, assistir menos TV e ir para a cama mais cedo, ao invés de assistir besteira e dormir no sofá até 1h da manhã.
  7.  Brinque. Alivie o stress brincando sempre que possível. Para quem tem filho pequeno como eu é um prato cheio. Quem disse que adulto não pode brincar?
  8.  Tome sol. Não tenha medo do sol, exposição adequada ao sol é importante para sintetizar a vitamina D. Alguns estudos dizem que aplicar protetor solar diminui a vitamina D sintetizada, então eu tenho ficado uns 20 minutos no sol antes de passar o protetor.
  9.  Evite erros idiotas. Esteja sempre alerta em relação aos perigos do dia a dia, como mandar mensagens no trânsito e use o cinto de segurança. Pratique esportes de uma maneira segura para evitar lesões.
  10.  Use o cérebro. Comprometa-se com mudanças pessoais, garanta que o você de hoje é melhor do que o você de ontem. Questione as verdades universais e a sabedoria convencional. Seja, acima de tudo, curioso. Use o seu corpo como um laboratório.

Dicas Rápidas rápidas para você seguir a dieta paleolítica

  • Suas refeições devem ser ricas em gordura, moderadas em proteína animal e moderadas ou pobres em carboidratos. Não é preciso contar calorias nem controlar as porções (nada de passar fome)
  • Não tenha medo de gordura saturada, como óleo de coco, manteiga ou ghee. Consuma em grandes quantidades e use-os para cozinhar.
  • Azeite, óleo de abacate e macadâmia também são boas fontes de gordura para serem usadas em comida, mas não para cozinhar.
  • Banha de porco pode ser uma boa alternativa, mas somente se vier de animais saudáveis e bem tratados.
  • Consuma uma boa quantidade de proteína animal. Isso inclui carne vermelha, frango, porco, ovos, peixes e frutos do mar. Não é preciso fugir dos cortes mais gordos de carne, nem dos órgãos (fígado, coração etc.). Use os ossos para fazer caldos e molhos.
  • Consuma bastante vegetais: frescos ou congelados, crus ou cozidos. Batata-doce e inhame são ótimas fontes de carboidratos.
  • Coma frutas e nozes em quantidades moderadas. Dê preferência para frutas com pouco açúcar, como morangos, e nozes e sementes com pouca gordura poliinsaturada, como as macadâmias.
  • Elimine completamente o consumo de óleos vegetais hidrogenados e parcialmente hidrogenados. Entre elas estão a margarina, óleo de soja, óleo de canola, óleo de semente de girassol, óleo de milho.
  • Elimine o açúcar refinado, refrigerantes e sucos. Via de regra, se vier em uma caixa, não coma. No supermercado, tente se restringir à parte de frutas, verduras e hortaliças e as sessões de carne e peixe.
  • Corte os cereais e leguminosas da sua dieta. Isso inclui trigo, arroz, soja, feijão e milho.
  • Corte o leite e os laticínios, com exceção talvez da manteiga e do creme de leite.
  • Esqueça essa coisa de 3 refeições por dia. Coma quando estiver com fome e fique à vontade para combinar jejum intermitente com a dieta paleolítica. Aliás, a combinação dos dois é uma das bases do Código Emagrecer de Vez.

O Que Comer e o Que Não Comer?

O que você pode comer na dieta paleo?

Para uma rápida referência do que comer e não comer na dieta paleo, veja a lista abaixo.

Vegetais, evitando seus grãos (cereais e leguminosas). Não se preocupe com suas gorduras naturais (ex: azeite extra-virgem, óleo de coco e castanhas). Evite gorduras vegetais processadas/industrializadas/hidrogenadas, tais como óleos de canola, soja, girassol, milho.

Animais (carnes, peixes, aves). Não se preocupe com suas gorduras saturadas naturais, ou partes com mais colesterol. Sobre o medo da gordura saturada natural e do colesterol, a história é longa, mas a verdade está vindo à tona.

Você Pode Comer

  • Carne (de preferência vinda de animais que pastam, e não de alimentados com ração/grãos)
  • Peixe e frutos do mar
  • Frutas frescas
  • Vegetais frescos
  • Ovos
  • Nozes e sementes
  • Tubérculos (como batata-doce e inhame)
  • Óleos saudáveis (azeite, óleo de coco, óleo de macadâmia)

Abusar dos vegetais e frutas: E já que eles são a principal fonte de carboidratos nessa dieta, vale sim seguir essa recomendação e encher o prato com frutas e verduras, inclusive para equilibrar o seu consumo com as carnes. Mas fique de olho para não cometer abusos, seguindo esse pilar à risca demais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo de no mínimo cinco porções (400g) de ambos os itens ao dia.

As frutas são mais perigosas, pois acabam sendo mais calóricas do que os vegetais. E os especialistas indicam o consumo cru desses alimentos, pois assim eles conservam suas propriedades e suas fibras, ajudando na saciedade e consequentemente causando a perda de peso pela menor ingestão de alimentos.

Vale lembrar que alguns desses alimentos têm mais carboidratos do que outros e fora desta dieta é preciso tomar cuidado com essa ingestão. Entre as frutas, as com maior quantidade deste nutriente são a banana, abacate, melancia, melão e coco. No caso dos vegetais, podemos listar batata, cebolas, pimentão e abóbora. É importante equilibrá-las com os outros tipos de alimentos com menos carboidratos, não só para garantir uma quantidade que não seja exagerada desse nutriente como também para variar a quantidade de fitoquímicos e outras substâncias importantes para a saúde que são consumidas no nosso dia a dia.

Não se preocupar com as gorduras: Na Idade da Pedra, ninguém estava muito preocupado com o tipo de gordura que estava sendo ingerido. E esses itens realmente são importantes para o organismo, por isso elas não devem ser cortadas totalmente da dieta.

As gorduras mais importantes são as insaturadas, que trazem o efeito de reduzir o colesterol LDL, considerado ruim quando em grande quantidade, além de aumentar o HDL, conhecido como colesterol bom.

Por isso, se a ideia é comer como nossos ancestrais, é mais garantido ficar de olho nas gorduras e priorizar o consumo de peixes, principalmente os de águas profundas como sardinha, atum e bacalhau, e de oleaginosas, como castanhas, nozes, pistache, amêndoas e amendoim.

Água e nada mais: O Período Paleolítico foi a época em que os primeiros utensílios foram criados, e nenhum deles ajudava na cozinha. Portanto, a bebida principal era a água, a forma realmente mais natural de hidratação. Consumir apenas esse líquido não tem desvantagens segundo os especialistas. A maior dificuldade talvez seja gustativa, já que a água não tem sabor. Mas apenas ela já é o suficiente para a hidratação do nosso organismo, que precisa da água para diversas funções. E, do ponto de vista nutricional, acaba sendo uma vantagem consumi-la com mais frequência do que outros itens.

De uma maneira indireta, você reduz a quantidade de calorias que poderia ingerir numa bebida, por exemplo, algo que nem sempre é computado ao pensar no valor energético das refeições.

Gordura Naturais não fazem mal. Isso muda o Jogo!

Ovos, verduras e frutas silvestres, principalmente as menos ricas em açúcares;

Demais Frutas e raízes/tubérculos (consuma com moderação, principalmente enquanto você recupera a saúde e alcança o peso-alvo do seu organismo). Depois disso, consuma à gosto (veja as versões da dieta paleo, logo abaixo neste artigo).

Laticínios: Há correntes paleo que aceitam que você use laticínios fermentados e integrais (com a gordura natural do leite). Eu concordo e sigo! No meu caso, consumo queijos, manteiga de leite e às vezes iogurte natural integral. Eu gosto e até hoje não achei um artigo com boa fundamentação científica para abandonar. Isso realmente me ajuda bastante. Manteiga e Queijo, por exemplo, tornam tudo mais saboroso.

O que você não deve comer na Dieta Paleo

Nada de grãos e massas: Como não havia cozinha na época e os homens ainda não plantavam trigo, milho, arroz, por exemplo, que dirá moíam e misturavam grãos no período paleolítico. As massas não existiam e, portanto, são naturalmente excluídas da dieta. Por isso, as fontes de carboidratos se tornam as naturais.

As fontes de carboidratos se tornam os legumes, verduras e frutas, que nos trazem a quantidade que precisamos desse macro nutriente e uma boa quantidade de fibras, tendo um menor índice glicêmico do que as massas. Além disso, os carboidratos em alta podem atrapalhar o emagrecimento de diversas maneiras. Eles se convertem em glicose na digestão, que dá energia ao nosso corpo e é levada às células pela insulina. Quando a glicose está sobrando, ela é convertida em triglicérides, uma energia armazenada para mais tarde, mas que se não usada, se acumula na forma de gordura localizada, os famigerados “pneuzinhos”.

O que você não pode comer – Alimentos proibidos

  • Grãos e cereais
  • Leguminosas (como feijão)
  • Leite e laticínios
  • Açúcar refinado
  • Alimentos industrializados (se vem em um pacote, provavelmente não deve ser comido)
  • Óleos vegetais refinados (óleo de soja, milho, girassol, canola, margarina)
  • Doces, frituras, junk food

Por Que a Dieta Paleolítica Funciona?

Aprenda por que a dieta paleo funciona mesmo! A dieta paleolítica funciona porque ela:

  1. Elimina ou restringe da sua dieta fontes de inflamação e alergia
  2. Promove o controle da glicose e insulina no sangue (reduz a resistência à insulina)
  3. Melhora a digestão e absorção dos alimentos (e fortalece sua flora intestinal)
  4. Altamente nutritiva, sacia mais com menos calorias
  5. Essas quatro características da DP fazem as pessoas perder peso com facilidade, além de melhorar vários marcadores de saúde.
  6. Ainda há poucos estudos científicos sobre a dieta paleo, mas os que já foram publicados mostram ótimo potencial desse tipo de alimentação para emagrecimento, redução de glicemia e redução de riscos de doenças cardíacas,

Começar na dieta paleolítica é mais fácil do que você pensa. Nós sabemos que não existe uma dieta que sirva para todo mundo, mas a DP merece um teste se você está mesmo querendo emagrecer.

Veja se você consegue se adaptar à ela. Se conseguir, certamente terá resultados muito bons.

Vamos tentar simplificar ao máximo o que você precisa fazer para testar a dieta paleo por 30 dias. Fique de uma a duas semanas em cada passo, de acordo com seu ritmo, para se adaptar bem e ir vendo os resultados. Não há pressa, o importante é deixar seu corpo mostrar como ele vai reagir quando você retirar tudo aquilo com que a genética dele ainda não está 100% pronta para lidar.

Para começar na dieta paleo, o primeiro passo é eliminar, cortar ou reduzir ao máximo as seguintes 3 coisas da sua vida:

Passo #1 — alimentos veneno

  1. Açúcar refinado
  2. Farinha de trigo
  3. Óleos vegetais poliinsaturados (óleo de soja, óleo de girassol, óleo de canola, margarina)
  4. Basicamente isso significa parar de comer fritura, pão, massa, doces e refrigerantes.

Isso também vai fazer você parar de consumir tranqueiras que vêm caixa e são compradas nas gôndolas de supermercado.

Cortando estes três elementos, mesmo que você não mude mais nada já vai emagrecer rápido e sua saúde vai melhorar.

Eliminar essas coisas pode parecer simples, mas sabemos que não é fácil. Por isso, vale o esforço no começo, porque os resultados desses cortes chegam rápido.

Se estiver difícil cortar, procure substituir os ingredientes: troque tudo que leva farinha de trigo por alimentos sem glúten, que hoje encontramos facilmente no mercado, ou substitua a farinha de trigo por farinha de arroz ou de amêndoas (se a receita permitir).

Substitua os óleos vegetais por azeite, manteiga, óleo de coco ou dendê.

Já quanto ao açúcar refinado, o ideal é mesmo cortá-lo. Se não for possível mesmo eliminá-lo de vez da sua vida, use mel, melado ou açúcar de coco no lugar, sempre tentando consumir o mínimo possível.

Se bater aquela vontade irresistível de comer doce, tente substituir por uma fruta bem doce como manga ou mamão.

Passo #2 – Acelerando

  1. Elimine os grãos na dieta paleo

Agora que você passou pelo menos uma semana na fase 1 e já viu o que a dieta paleolítica é capaz de fazer com seu corpo, chegou a hora de acelerar o processo e colher ainda mais resultados.

Fique nesta fase agora por pelo menos 10 dias.

No passo 2, você vai cortar da sua alimentação:

  1. Arroz e feijão
  2. Leite e laticínios (exceto manteiga e creme de leite)
  3. Adoçantes

Complicado? Difícil? Você acha impossível viver sem o seu arroz com feijão e tomar o café com leite? É menos complicado do que você imagina. O segredo está em substituir e adicionar.

  • Aqui você vai trocar o arroz com feijão por batata-doce, mandioquinha ou inhame.
  • Também pode trocar o leite por leite de coco, amêndoas ou castanhas.
  • Troque o adoçante por stévia ou xylitol, ou elimine-o por completo da sua vida.
  • E agora é hora de começar a consumir mais salada e verduras, se ainda não estava fazendo isso.
  • Pode começar a acrescentar todo tipo de folhas verdes no prato, repolho, couve-flor, cenoura e beterraba. Eles vão compensar a perda do arroz e feijão e ainda vão adicionar muitos nutrientes à sua dieta.
  • Frutas e nozes também são seus amigos na DP, apenas não exagere no consumo deles.

Passo #3 Ajuste Fino

A dieta paleo é rica em ômega 3

Se você conseguiu passar pelo passo 1 e 2, então provavelmente já sentiu uma tremenda diferença no corpo, não é mesmo?

Você já está seguindo a dieta paleo, o próximo passo é apenas para fazer um ajuste. A dieta paleolítica é densa e rica em nutrientes, mas você ainda pode se beneficiar de alguns suplementos.

1) Suplemente

Converse com um nutricionista e considere suplementar com ômega 3 (óleo de peixe), vitamina D e probióticos. Esses três são bastante importantes para sua saúde de modo geral.

2) Durma mais e melhor

Tecnicamente “dormir mais” não tem por que estar em um artigo sobre de dieta e alimentação, mas o sono saudável é um tema muito importante no movimento paleo, além de ser fundamental para manter regulados seus níveis hormonais e também por ajudar no emagrecimento.

Procure dormir 8 horas por dia. Durma em um quarto bem escuro, sem nenhuma fonte de luz nele. Use cortinas do tipo blecaute para barrar a iluminação da rua, se necessário.

Seu corpo vai agradecer.

Descubra como reprogramar seu metabolismo para queimar gordura com a Dieta Paleolítica → Clique aqui e assista apresentação do Hilton Souza, maior autoridade brasileira de Paleo.

1) Versão Paleo Low Carb ou PALEO LCHF – Baixo Carboidrato

Esta versão limita bastante a quantidade de carboidratos paleo ingeridas por dia (geralmente entre 30 e 50g de carbs). Aqui é importante uma auto-análise. Há pessoas que perdem peso de forma eficiente, mesmo com 70-80g de carboidratos por dia. Vale fazer auto-testes.

Dietas Low carb (LCHF) são muito eficientes para perder peso. A vantagem de ser paleo lowcarb está na riqueza de nutrientes. Interessante iniciar pela paleo low carb, principalmente se você estiver entrando na dieta por estar com sinais de desequilíbrios hormonais, síndrome metabólica, resistência à insulina, glicemia elevada, diabetes, sobrepeso, obeso, ou com hipertensão arterial, por exemplo. Enfim, se algo estiver errado com o funcionamento do seu organismo (foi o meu caso).

Cuidado! só entram os carboidratos paleo (aqueles que entram nas frutas, verduras e raízes). Cereais, farináceos e açúcar não são paleo e não entram em nenhuma versão da dieta. Ao comer uma fruta doce ou raiz, pesquise antes sobre seu índice glicêmico e calcule, mesmo que de forma não muito exata, a quantidade de carboidratos (em gramas) que está ingerindo. Sobre emagrecimento e quantidade de Carboidratos.

A sigla (muito usada), LCHF (Low carb, High Fat), significa baixo carboidrato, alta gordura. Cuidado novamente! Somente entram as gorduras paleo, ou seja, gorduras naturais, em suas porções e proporções naturais das carnes, ovos, peixes, castanhas, manteiga de leite (nunca use margarinas), etc. Nada de óleos industrializados de sementes (de canola, soja, girassol, milho, margarinas) em nenhuma versão da dieta.

2) Versão Paleo Normal (normal – sem forçar LOW CARB)

Fazer uma dieta paleo natural deve ser o objetivo final de todos nós. Trata-se da dieta humana mais natural possível. A dieta com a qual nossa espécie evoluiu. Não há preocupações em se contabilizar carboidratos ou gorduras, desde que esteja consumindo alimentos paleo (da maneira como a natureza nos entrega).

 

Como “separar” os alimentos nas refeições do dia a dia?

Para saber exatamente como organizar as receitas que irá utilizar durante o decorrer dos dias, utilize o bom senso. Você precisa de refeições leves e pouco calóricas. Sabendo disso, tudo o que precisa fazer é criar seus pratos sem exagerar nos alimentos permitidos. Por exemplo: uma banana é mais que suficiente como lanche.

Se você tiver sempre esse cuidado, com toda a certeza vai alcançar os resultados que almeja a partir do desenvolvimento da dieta.

Precisarei parar de comer grãos (arroz e feijão!) ?

Grãos não fazem parte da dieta paleo

Não vamos ser rigorosos e tratar tudo como se fosse uma religião. A Análise individual é importante. Se você está com boa saúde, sem sinais de desequilíbrios hormonais, síndrome metabólica, resistência à insulina, glicemia elevada, diabetes, sobrepeso, hipertensão, ovários policísticos (dentre outros), talvez não haja motivo para você abandonar o arroz com feijão. Porém, em qualquer um dos casos acima, e até que seu organismo volte a um estado de eficiência e saúde, definitivamente, arroz, feijão e outros grãos ricos em amido (que aumentam a glicemia e provocam picos de insulina), não lhe ajudarão.

Agora, quanto ao trigo moderno, principalmente em alimentos que usam farinha de trigo como base, insisto: abandone-o! Mesmo que você seja saudável.

Jejuar de vez em quando: Por fim, a dieta paleo prega o jejum, provavelmente inspirado na dificuldade que os homens do Paleolítico tinham de encontrar comida todos os dias. O indicado na dieta é ficar de 16 até 24 horas sem ingerir nenhum alimento.

Veja também:

 

Tudo sobre Jejum Intermitente

Porém, o ideal é mantermos índices estáveis de glicose para o corpo ficar bem. O jejum prolongado pode causar hipoglicemia, dificuldade de concentração, perda de massa muscular, entre outros males. Normalmente nosso corpo tende a consumir os músculos para conseguir energia, o que causa ainda mais problemas para o organismo.

Vantagens da Dieta Paleolítica

  1. Consumir carboidratos de qualidade com moderação é uma boa maneira de melhorar a saúde e emagrecer
  2. O consumo de carne é vantajoso, pois esse alimento possui muita proteína e também aminoácidos essenciais, portanto, comer carne é importante para a saúde
  3. Consumir bastante frutas e vegetais é uma boa maneira de nutrir o corpo, pois esses alimentos são ricos em nutrientes
  4. Cortar o açúcar e os alimentos processados pode não só ajudar a melhorar a saúde, mas também emagrecer e manter um peso saudável
  5. As gorduras também são importantes para o corpo humano, afinal, elas têm uma função importante na produção de hormônios, ajudam a manter a temperatura corporal equilibrada, dentre outras funções
  6. Consumir bastante água é essencial para manter a saúde, portanto, essa é uma ótima recomendação.

Estudos Sobre A Dieta Paleolítica

Uma dieta paleolítica melhora a tolerância à glicose.

Um estudo feito com 29 homens com doença cardíaca e níveis elevados de açúcar no sangue ou diabetes tipo 2, mostrou resultados positivos e melhoras na tolerância à glicose, níveis de insulina, peso e circunferência da cintura.

Outro estudo feito com 14 pessoas saudáveis mostrou que os indivíduos perderam peso e tiveram uma leve redução na circunferência da cintura e pressão arterial sistólica.

Em resumo, a dieta paleolítica é saudável, baseada em alimentos de verdade e indicada. Ela não foca sua atenção na quantidade de calorias e sim na qualidade dos alimentos. Ela promove vários benefícios para a sua saúde e emagrecimento ao cortar alimentos industrializados e açucarados da sua alimentação.

Desvantagens da Dieta Paleolítica

  1. O consumo excessivo de alimentos ricos em proteínas (como a carne) pode prejudicar a saúde dos rins e retirar o cálcio dos ossos
  2. As frutas são ricas em frutose, e frutose é um tipo de açúcar, portanto, a recomendação é não exagerar. Se você seguir a dieta paleolítica sem orientação, pode acabar exagerando nas porções de frutas e vegetais e ingerindo uma enorme quantidade de calorias
  3. As gorduras são importantes para a saúde, contudo, é preciso consumir de forma moderada. Seguir essa dieta sem orientação pode te levar a consumir muita gordura, podendo ocorrer aumento de peso e prejuízos no que diz respeito à saúde
  4. Algumas versões mais radicais da dieta paleolítica pregam a adoção de uma estratégia que se baseia na ideia de que no passado nossos ancestrais não conseguiam encontrar comida todos os dias, então, acabavam ficando longos períodos em jejum. Assim, a proposta é, de vez em quando, ficar de 16 a 24 horas sem ingerir nenhum alimento. Isso pode ser perigoso, pois o jejum prolongado pode provocar problemas como hipoglicemia, irritabilidade, dor de cabeça, dificuldade de concentração, dentre outras complicações.

Dicas finais

  • Um erro bastante comum na dieta paleolítica é comer muito pouco para perder peso rapidamente. Além de correr o risco de compensar a fome na próxima refeição, você ainda estará contribuindo para a desaceleração do seu metabolismo. Lembre-se de que uma das filosofias da dieta paleo é não passar fome;
  • Planeje suas refeições com antecedência, e foque em receitas simples, com poucos ingredientes e de fácil preparo. Assim você não correrá o risco de exagerar nas calorias nem passar tempo demais pensando no que vai ter que preparar na próxima refeição;
  • O cardápio da dieta paleolítica descrito acima contém 3 refeições principais e 2 lanches. Caso não tenha fome na metade da manhã ou no final da tarde, não há problema algum. Caso necessite aumentar as porções, também não tem problema;
  • Se o seu objetivo é perder peso com a dieta paleolítica mas você não está obtendo sucesso nas primeiras semanas, experimente reduzir a quantidade de frutas e tubérculos que você pode estar consumindo;
  • Há quem defenda que alimentos como o iogurte e o queijo cottage podem fazer parte da dieta paleolítica. Como o tempo é controverso, recomendamos deixar os laticínios fora do cardápio paleo;
  • Comer fora de casa não precisa ser uma tortura: no restaurante, peça um filé de peixe ou carne vermelha grelhada, e troque o arroz ou pão por vegetais grelhados;
  • Para não correr o risco de ceder à tentação, não mantenha em casa alimentos aos quais já sabe que não irá resistir (doces, biscoitos, produtos congelados, bebida alcóolica);
  • A relativamente baixa quantidade de carboidratos na dieta paleolítica pode tornar mais difícil a tarefa de se exercitar em alta intensidade. Caso pratique exercícios intensos como a corrida, aumente a ingestão de alimentos como batata doce, mandioca e inhame;
  • Loren Cordain, cientista norte-americano fundador do movimento Paleo, propõe uma variação para a dieta paleolítica, a regra 85:15. Segundo ela, você poderia consumir três refeições não-paleolíticas por semana;
  • Para os dias em que estiver sem tempo de cozinhar, experimente utilizar o que sobrou de uma refeição na seguinte. Um exemplo é assar mais carne no almoço e fazer um sanduíche sem pão à noite. Ou então acrescentar os vegetais do jantar ao omelete do café-da-manhã.

Recomendação

A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza que a distribuição dos macronutrientes para indivíduos saudáveis seja de: 55 a 75% de carboidratos, 10 a 15% de proteínas e 15 a 30% de gorduras. A dieta paleolítica pode comprometer parte da ingestão desses nutrientes e ainda pode causar uma série de problemas de saúde se não tiver acompanhamento de um profissional.

Por isso, a grande maioria dos médicos nutrólogos e nutricionistas não recomendam que as pessoas façam a dieta paleolítica sem antes procurar um especialista que adeque a dieta ao seu caso.

Créditos: www.minhavida.com.br emagrecendo.info saudeprimal.com.br emagrecer.eco.br

Espero que vocês tenham gostado da matéria, deixe o seu comentário e obrigada pela visita 🙂

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