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Saiba usar a inveja a seu favor

Vire o jogo Em vez de lutar contra olho gordo, use a inveja dos outros pra se dar bem! Está lá no Dicionário Aurélio, com todas as letras: “Inveja: desgosto ou pesar pelo bem ou felicidade de outrem. Desejo violento de possuir o bem alheio.” Segundo os estudiosos do comportamento, a inveja é o sentimento […]

Publicado por: Cida Ramos

inveja

Vire o jogo Em vez de lutar contra olho gordo, use a inveja dos outros pra se dar bem! Está lá no Dicionário Aurélio, com todas as letras: “Inveja: desgosto ou pesar pelo bem ou felicidade de outrem. Desejo violento de possuir o bem alheio.” Segundo os estudiosos do comportamento, a inveja é o sentimento mais baixo-astral que existe e o que acaba com qualquer relação, seja entre irmãos, namorados, amigos ou colegas de escola. Até porque a inveja é a “mãe” de outros sentimentos tão barra pesada quanto. É por sua causa que surgem o ciúme, o ódio, a mágoa e o rancor. Inveja boa? Não é fácil encarar o jogo da vida sem nenhum “mico” por perto, até porque a inveja está em tudo quanto é tabuleiro e não existe nada de bom nisso. Ela surge quando uma menina sente que sai perdendo toda vez que se compara a você, por exemplo. Também pinta no coração daquela que não se acha merecedora de ser amada, não se considerando capaz por não ter inteligência ou talento suficientes para ser bem-sucedida na escola ou em qualquer outro lugar. Rola também da crença da pessoa, de que não seja merecedora da tão sonhada felicidade. Primeiro nasce a sensação de impotência por não conseguir ser igual ou ter o mesmo que a outra. Por fim, surge o sentimento de inveja que acaba com qualquer outra coisa boa que a “adversária” possa sentir. Mas até a invejosa sofre os efeitos do olho gordo. No final das contas, todo mundo perde. A invejada se sente assustada e triste ao perceber que alguém em quem confiava é capaz de lhe fazer mal, em vez de ficar feliz com suas conquistas. A vudu, por sua vez, sofre mais ainda por se sentir eternamente inferior à outra, independente de quanta inveja sinta ou quanta mágoa provoque. Final de campeonato: a inveja funciona mais ou menos como uma armadilha que prende e não deixa nenhum dos lados seguir sua vida em paz. Isto quer dizer que não existe inveja boa. Cheia de truques Como se não bastasse o estrago que habitualmente faz, a inveja, ainda por cima, é dissimulada. Para não correr o risco de ser identificada, usa mil máscaras para enganar sua vítima. Se liga nos tipos de cartas que os invejosos costumam ter na manga: Amiga preocupada: Ela gosta tanto de você, está tããão do seu lado que vive de olho nos seus namoros (e namorados). E faz questão de controlar todos os movimentos do garoto para depois vir contar sua versão dos fatos, em geral, aumentada e inventada. Cuidado com o engano: muitas vezes você pode se deixar iludir achando que o interesse dela é o menino. Mas nem sempre é isso. Na verdade, esse tipinho sente inveja não pelo garoto propriamente dito, mas pelo fato de você ter conseguido conquistá-lo, ainda que nem seja o menino mais bonito e popular do colégio. E será sempre assim, independente do namorado da vez. Até que ela se toque de que também é capaz de seduzir. A agourenta: Imagine se ela pode ver alguém feliz. Ao primeiro sorriso, faz questão de derrubar um balde de água fria sobre a felicidade de qualquer um. É só você contar que vai com seus pais para a Disney que a “fofa” descola uma notícia catastrófica, dizendo que vai ter um furacão bem na hora da sua chegada ao aeroporto da cidade. Cuidado com o engano: ela não está preocupada com a sua segurança como pretende demonstrar. Já que, por enquanto ela não pode conhecer o Mickey Mouse de perto, a agourenta não acha justo que você possa ir e está pouco se importando com seus sentimentos. Coitadinha: Tão boazinha, um verdadeiro anjo (segundo ela mesma). Pena que nenhum namoro dela dure mais que uma semana. Então, como você pode deixá-la em casa aos sábados sofrendo de solidão e sair de casa para paquerar? Cuidado com o engano: como ela não consegue o que quer e se sente presa e infeliz, esse tipo faz de tudo para que você se sinta mal como ela, apelando para a solidariedade e o seu bom coração (este sim, verdadeiro). E quase sempre acerta na mosca. Você deixa de sair com um gato e ainda se sente culpada por isso, enquanto a coitadinha sofre na sua eterna solidão. A justiceira: Ela sabe tudo sobre pessoas mentirosas e aproveitadoras. Por isso, ao fazer uma afirmação do tipo: “Não percebe que todo mundo só sai com você por interesse, porque seus pais são ricos?”, ela semeia desconfianças no coração da amiga extrovertida, que conquista a todos com sua simpatia e sorriso fácil. Cuidado com o engano: como ninguém gosta de desconfiar da bondade e do desinteresse em pessoa, que ela demonstra ser, o golpe em geral, é tiro e queda. Esse tipo de invejosa acaba destruindo os laços de amizade que adoraria ter, mas não tem por não ser igual à invejada. Mude o jogo de vez Apesar dos poderes maquiavélicos da invejosa, a boa notícia é que sempre dá para conquistar um coringa, mudar o rumo do jogo e não sofrer as conseqüências do mau-olhado. Em vez de ficar presa na armadilha lançada contra você pela invejosa, continue confiando cada vez mais no seu talento para conquistar seja o que for – garotos ou boas notas na escola – sem se deixar abater. Pelo sim, pelo não, não custa nada esconder um galhinho de arruda toda vez que se encontrar com ela e tiver que encarar um embate daqueles. É receita certeira para acabar com a praga, já diziam nossas avós. Mas você também tem armas poderosas para virar o jogo: Segurança em si mesma A melhor jogada contra qualquer tipo de inveja é não deixar que o baixo-astral e a incerteza tomem conta de seus sentimentos. Por isso, estreite mais ainda os laços afetivos com seus amigos, namorados ou paqueras, dependendo do alvo em questão. Por exemplo: se a invejosa fofoqueira vier contar uma porção de coisas sobre seu namorado, aprenda a filtrar as informações e jamais entre no jogo dela. Em vez de brigar com o menino, com ou sem razão, mostre o quanto confia nele e pode ser compreensiva sem ficar cobrando, mesmo em situações que possam deixar dúvidas. E não dê a mínima para o falatório dela, ainda que a garota seja sua melhor amiga dos tempos de infância. Bom senso É bom saber separar a verdade da inveja. Por exemplo: sabe aquela colega que começa a zoar de seus esforços para tirar boas notas, chamando você de nerd? Em vez de se mostrar magoada pelas farpas que ela solta ao dizer que você é a queridinha do professor de matemática (e não reconhecer sua afinidade com os números), peça ajuda em alguma matéria em que ela seja melhor que você. Depois, com cautela, sem se mostrar poderosa ou presunçosa, ofereça seu auxílio nas disciplinas que ela tem dificuldades. E elogie sua inteligência e esforço. Aos poucos, ela se sentirá mais segura e perceberá que também é capaz de se sair bem, caso se esforce para isso. Cabeça fria É fácil se deixar levar pela raiva quando você se sente injustiçada por insinuações ou mentiras contadas por uma pessoa invejosa. Mas agir pela emoção e partir pra briga, ofensas ou acusações, só vai piorar as coisas para o seu lado. Sem querer, você acaba entrando na competição e fazendo exatamente o que a outra planejou. Quer um exemplo? Você, de certo, já se sentiu insegura com as insinuações de que sua paquera está a fim de outra a ponto de se desinteressar do garoto e deixar o campo livre para ela. Pois fique esperta: nessa ou em qualquer outra situação complicada movida pela inveja, em vez de abandonar a luta, empenhe-se ainda mais em atingir seu objetivo, não importa qual seja: ser ainda mais feliz no namoro, conquistar o coração de um gato ou vencer a maratona de matemática na escola. Essa é a melhor maneira de dizer: “Cai fora, inveja. Não estou nem aí pra você e não vou entrar nesse joguinho.” Fonte: UOL – Revista Atrevida

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