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Vinte dicas para viajar com as crianças sem transtornos

Viajar com as crianças é sempre bom, e pode ser melhor ainda quando planejamos corretamente a viagem para evitar transtornos e a viagem ser boa para todos. Alguns cuidados especiais, que vão desde a escolha do destino até a atenção especial com saúde, documentos, compras, são importantes.

Publicado por: Cida Ramos

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Não importa se esta será a primeira ou a vigésima viagem com seus filhos. Sempre haverá um detalhe que pode passar despercebido. Para auxiliar os pais a encarar a aventura Brasil – ou mundo – afora, montamos uma lista com dicas para garantir o sucesso de suas férias.
Em outras matérias aqui do portal você pode ver como arrumar as malas para viagem na praia, viagem para o campo, viagem para o exterior, viagem em um cruzeiro e até como proteger a sua casa enquanto você está viajando.

1. Pesquise antes de fazer as reservas

Faça uma lista de pré-requisitos antes de começar a ligar para os hotéis. Alguns estabelecimentos oferecem um berço extra para bebês, a maioria das vezes sem custo adicional. Como a procura pelo acessório é grande, será preciso reservá-lo com antecedência. Vale conferir também se a pousada escolhida entrega refeições durante todo o dia, se a cozinha é acessível para esquentar alimentos, como o leite do pequeno, e se o quarto tem geladeira. Se a ideia é se hospedar em um flat, pergunte o quanto equipada é a cozinha.

 2. Algumas agências oferecem descontos em pacotes para a família

ANa maior parte das companhias aéreas, crianças até os 2 anos pagam no máximo 10% da passagem. Confira ainda se a empresa não oferece lanche especial para as crianças. Para garanti-lo, o passageiro deve avisar a companhia no momento da compra da passagem. Se o destino for outro país, dá para conseguir também bons descontos em tíquetes de trem e ônibus.

 3. Prefira os horários em que a criança costuma ficar mais calma

Fazer o bebê encarar um longo trecho de estrada às 8 horas da manhã pode ser sinônimo de problema. Principalmente se esse é o horário em que a criança está mais disposta e agitada – ela pode ficar irrequieta demais. A alternativa é sair nos períodos em que o pequeno esteja mais pacato. “Aconselho os pais a partirem em horários alternativos e mais frescos e que as paradas para descanso aconteçam com frequência”, alerta o pediatra José Gabel, presidente do Departamento Científico Ambulatorial da Associação Paulista de Pediatria.

 4. Para garantir conforto em viagens de avião

Assim como nas viagens de carro, prefira voar em horários em que a criança esteja calma – e não no pico de sua energia. Embora controlar esse fator muitas vezes seja difícil. Uma dica para pais com bebês de colo é chegar mais cedo para o check-in. Com isso, vocês poderão escolher as poltronas em que vão se sentar e até deixar um assento vazio no meio. Se o voo não estiver lotado, o bebê poderá ficar mais confortável entre vocês. Caso o lugar seja comprado por outro passageiro, não há problema algum em pedir para a pessoa trocar de assento com um dos responsáveis. Christiane Nakayama Pessoa, analista de sistemas e mãe de Júlia, agora com 1 ano e 3 meses, ainda dá outra sugestão: “Leve roupa extra tanto para a criança quanto para você. Pois podem ocorrer alguns acidentes no voo, e assim ninguém vai ficar sujo ou molhado”.

 5. Economize na sua bagagem

Cadeirinha, bebê-conforto, roupas, comida, fraldas e mamadeiras. Essa é somente uma parte da bagagem de uma criança. Portanto, quem não souber economizar nesses itens de apoio deve ser muito objetivo quando montar a própria mala. “Não é necessário levar muitos brinquedos, pois para o pequeno qualquer coisa entretém: garrafas plásticas vazias, chaveiros, caixas”, aconselha Christiane Pessoa, mãe de Julia. Ela, que viajou com a filha pelo Brasil e pela Europa, admite que já errou nesse quesito. O cuidado vai poupar toda a família de colocar o pé na estrada em um carro abarrotado e, em caso de percursos feitos de avião, do risco de levar uma multa por excesso de bagagem.

 6. Remédios: o que não pode faltar

Analgésico, antitérmico, curativos adesivos, antissépticos, algodão, termômetro e remédios antigases são alguns dos itens que devem compor a caixa de primeiros socorros. Mas o pediatra José Gabel alerta: “Os medicamentos devem ser criteriosamente indicados pelo especialista”. “Tenho sempre comigo o telefone do médico. E não viajo caso meu bebê já esteja doente”, conta Renata Chao, 27 anos, turismóloga e mãe de Duda, 2 anos e 10 meses. Essa lição ela aprendeu na marra. De malas prontas para uma temporada na Bahia, Renata decidiu passar no hospital para ver o motivo pelo qual Duda estava com febre e vômito. Acabou descobrindo que se tratava de rotavirose e precisou interná-la por dez dias. “Imagina se tivéssemos seguido viagem?” Além dos remédios, também não se esqueça do repelente e um protetor solar que seja aprovado pelo médico.

 7. Tenha um plano para acabar com o tédio

É certo que em algum momento o pequeno vai reclamar que está entediado. “Certa vez, viajamos para Londres e minha filha Júlia, na época com 10 meses, ficava aborrecida muito fácil. A nossa estratégia foi encher o notebook com os vídeos que ela gostava”, conta Christiane Pessoa. Para quem não dispõe desse artifício, vale ter sempre à mão os brinquedos que a criança adora e, para os mais velhos, revistas e jogos.

 8. Leve comidinhas de casa

Inclua na bagagem de mão comidinhas que seu filho adora. Pode ser que você não encontre os sabores e a marca de preferência dele na viagem. No entanto, se o destino for outro país, lembre-se de que muitos não permitem a entrada de alimentos. “A segurança do aeroporto de Londres cismou com a comida da Júlia e fez a gente abrir e experimentar. Ou seja, acabei perdendo quase tudo”, lembra Christiane Pessoa, mãe da pequena. Ela ainda procurou nas lojas e farmácias dentro da área de embarque papas para substituir o que tinha sido perdido, mas não encontrou. “Fiquei muito preocupada. Ela teria somente biscoitos e a papa de frutas, que, como a embalagem era pequena, não foi preciso experimentar.” Por sorte, Júlia dormiu durante todo o voo e só acordou quando desembarcou.

 9. Bolsa térmica: a melhor amiga

“Sempre saio com uma bolsa térmica recheada”, conta Renata Chao, mãe da pequena Duda, 2 anos. Ela defende que essa é a melhor amiga da alimentação saudável na praia e carrega consigo frutas, barras de cereais e sucos naturais. Atente apenas para a qualidade dessa bolsa. Caso contrário, se a vedação não for boa, os alimentos estragarão facilmente.

 10. O que levar para comer

“Para viagens curtas, a melhor opção são as frutas. Mas elas devem ser higienizadas corretamente em casa e acondicionadas em sacos plásticos descartáveis próprios”, ensina Kelen Martins, nutricionista infantil. A especialista também recomenda que a mãe dê preferência às frutas que podem ser consumidas com a casca, como a maçã, a pera e a goiaba, que, além de mais nutritivas, são mais resistentes.

 11. Libere uma refeição por dia

Se adultos têm o direito de fugir da rotina alimentar nas férias, por que com as crianças e bebês seria diferente? Além de deliciosos, os sorvetes e quitutes garantem o bom humor da criançada. É como faz Renata Chao: “Não dou frituras nem salgadinhos, até mesmo para evitar um mal-estar, mas deixo minha filha de 2 anos tomar um sorvete”, confessa. “Não existe alimento proibido, mas os que devem ser consumidos esporadicamente, como refrigerantes, balas e outras guloseimas”, esclarece a nutricionista infantil Kelen Martins.

 12. Não perca seu filho na praia ou na multidão

Esse problema preocupa os pais quando os bebês começam a andar e só termina perto da adolescência. Viajar com amigos e casais que tenham filhos minimiza o risco. A atenção deve ser redobrada quando o destino escolhido é a praia, que em altas temporadas ficam lotadas de guarda-sóis parecidos.

 13. Inclua a criança na programação das atividades

Lembre-se de que essa é uma viagem em família e todos têm o direito de se divertir. A típica displicência de solteiros e casais sem filhos de sair pela cidade sem destino provavelmente irá estressar o pequeno. Verifique a necessidade de um guia turístico para determinados passeios. E evite sair de carro sem foco. Ficar perdido por ruas desconhecidas, errar endereços e passar horas queimando gasolina pode ser o estopim para choros nervosos do seu bebê.

“É sempre bom reservar os dois primeiros dias para a criança se adaptar ao novo local, ao hotel, à nova cama etc.”, defende Christiane Pessoa, mãe de uma menina de 10 meses e vive com o pé na estrada. Respeitar os horários do bebê é uma medida que vai garantir a paz das suas noites também. Para alguns casais, é preciso abrir mão da diversão noturna, a não ser que a família disponha de uma babá ou um parente para cuidar da criança.

 14. Documentos importantes

Quando o destino é outro país, é preciso providenciar um passaporte. Para férias por aqui, o documento de identidade e a certidão de nascimento são cruciais para provar que os acompanhantes são os pais ou têm algum grau de parentesco. Mesmo que a companhia aérea diga que não é necessário, é melhor providenciá-los para evitar problemas no trajeto.

 15. Vacinas

As vacinas da criança precisam estar em dia independente da época do ano. Mas, especialmente para viagens para o exterior, é necessário conferir na embaixada ou consulado do país quais são as vacinas locais que são exigidas. Essa providência precisa ser tomada com muita antecedência, já que cada vacina tem um tempo para começar a valer.

 16. Para a viagem não sair mais cara do que o planejado

Antes de viajar, defina o limite de gastos com compras. Afinal, no clima descontraído de férias, é de esperar que aumente a tendência – já normal – de as crianças quererem mimos diversos.

 17. Seguro saúde e viagem

Considere a possibilidade de fazer um seguro viagem, pelo menos para a criança. Embora isso possa parecer um dinheiro desperdiçado, se algo acontecer no trajeto, você estará mais bem amparada. Nem é preciso dizer o quanto é importante para todos ter um convênio médico. Caso o passeio seja para o exterior, e a família não tenha um plano de saúde, é recomendado contratar um especial apenas para a ocasião. Até mesmo porque, em muitos países, as farmácias não vendem sequer um analgésico sem prescrição médica. Logo, caso haja um imprevisto, você precisará levar seu filho a uma consulta.

 18. Dores de ouvido

Sim, elas são supercomuns em viagens, seja de carro, seja de avião. “Diferenças de pressão no ouvido interno podem provocar dor. O ato de mamar, chupar chupetas e mascar chicletes pode minimizar ou evitar o transtorno”, explica o pediatra José Gabel.

 19. Como evitar os enjoos

Em viagens para o litoral, a descida da serra e o ziguezague do carro, e em rotas de avião, a diferença da pressão podem estimular náuseas e vômitos nos adultos e nas crianças. “Uma dica é fazer refeições preferencialmente frias e em pequenas quantidades. Ou então tomar algum remédio que evite o enjoo, receitado pelo pediatra”, esclarece o médico José Gabel. Vale saber: ficar de estômago totalmente vazio também é tão nocivo quanto comer demais.

20.Hotéis

Prefira hotéis que ofereçam espaço para diversão, com playground, piscina, campo, quadra de esporte, etc;
Verifique se você precisará de um berço ou camas extras;Informe-se sobre as regras do hotel, como o que as crianças ficam autorizadas a consumir do serviço de quarto, do bar, restaurante, etc;

 Fontes:http://bebe.abril.com.br /http://turismo.terra.com.br

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