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VW Eos cupê-conversível – Veja matéria e fotos!

Volkswagen Eos é discreto ao olhar, mas garante diversão ao volante FOTOS NO FINAL DA MATÉRIA. Parado no semáforo, o motociclista olha curioso através do retrovisor. Pensa ter visto um Jetta como tantos outros, mas não, este é mais baixo e mais largo. Resolve virar a cabeça e confere diretamente. Faz cara de quem não […]

Publicado por: Cida Ramos

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Volkswagen Eos é discreto ao olhar, mas garante diversão ao volante FOTOS NO FINAL DA MATÉRIA.

Parado no semáforo, o motociclista olha curioso através do retrovisor. Pensa ter visto um Jetta como tantos outros, mas não, este é mais baixo e mais largo. Resolve virar a cabeça e confere diretamente. Faz cara de quem não entendeu: o farol é mais recortado, há apenas duas portas e a traseira está mais encorpada, típica de um cupê. Sem saber, ele está olhando para o Volkswagen Eos. Fabricado em Portugal sobre a plataforma do Golf 5, o Eos fez sua estreia mundial em 2005, mas só começou a ser vendido em 2006 após ter um problema crônico de ruído revisto. Com capota rígida panorâmica (que inclui o teto solar feito em vidro) e escamoteável (se divide em cinco partes para ser recolhida no porta-malas), o cupê-conversível da marca, chegou ao Brasil em 2009, na esteira do Passat CC, para engordar o portfolio de carros premium da Volks.

Com comportamento dual, como será mostrado a seguir, o Eos tem configuração única que custa R$ 161.800, tendo como único extra a pintura perolizada por R$ 1.915. A semelhança inicial com o Jetta (encerrada no caso da perua, que agora exibe a frente do Golf de sexta geração, mas mantida em relação ao sedã) faz do Eos um modelo discreto quando com a capota levantada e até dificulta a justificativa do elevado valor pago para se colocar um na garagem. A bordo de um, o motorista pode passear tranquilamente quase sem chamar a atenção. A “inofensividade” é ressaltada ainda pelo interior da cabine, que conta com revestimento parcial em tons claros e compartilha seus instrumentos com boa parte da gama Volkswagen: estão lá os habituais mostradores em quatro círculos e tela central para o computador de bordo, o volante multifuncional com borboletas de troca de marcha (até a linha Fox conta com isso, certo?) e a central de controle de mídia e de climatização em duas zonas.

Tudo no Eos é feito com acabamento cuidadoso, mas nada tem aspecto exclusivo. Há ainda a questão do conforto para dois ocupantes, que é grande, mas não inclui, por exemplo, a presença de controles automáticos para regulagem dos assentos (apenas o ajuste lombar é elétrico). Há ainda o espremido banco traseiro, que serve mais como uma pequena área de carga do que como assento para mais duas pessoas — sua área central, abaulada e com abertura para o porta-malas (que só pode ser destrancada com a chave do carro), reforça esta impressão. Mas falamos da dualidade do Eos e toda a “falta de apelo” fica para trás, literalmente, com apenas dois toques. Um deles poder ser dado a qualquer momento: ao pisar no acelerador, o motorista fará o Eos deixar de ser dócil e, com agilidade e velocidade, se livrar do tráfego. Tudo graças ao potente motor 2,0 litros turbo feito em alumínio (o mesmo encontrado no crossover Tiguan e em diversos modelos da Audi), que conta com injeção direta de gasolina, gera 200 cv de potência máxima aos 6.000 giros e torque de 28,5 kgfm logo cedo, aos 1.700 giros.

E ao gerenciamento preciso feito pela caixa automática DSG de seis marchas (com opção de trocas manuais na alavanca de câmbio ou nas borboletas do volante) e da tração 4Motion, predominantemente dianteira, mas que envia força para as rodas traseiras quando necessário. O outro toque deve ser dado no comando junto ao apoia-braços central, mas apenas com o veículo parado e guardando uma boa distância para qualquer obstáculo traseiro (e o sistema impedirá o funcionamento caso ao menos uma das condições seja desrespeitada): em 25 segundos o Eos deixa de ser um cupê e passa a ser um conversível. A partir deste momento, podemos garantir, o Eos será o centro das atenções em qualquer rua por onde circule. IMPRESSÕES AO DIRIGIR É, realmente, difícil justificar a existência do Eos ao analisá-lo friamente e à distância. O modelo é caro, já não traz a identidade mais atual da Volkswagen e parece trivial em meio à variedade do trânsito de uma cidade como São Paulo.

Tudo muda de figura, porém, quando a chave de partida é acionada e todo o potencial do Eos, aproveitado. Com clima favorável, basta recolher a capota rígida e curtir o dia ensolarado: automaticamente, o sistema de som subirá o volume da música e a central de ventilação manterá o conforto térmico aos ocupantes, sem abusar do sistema de ar-condicionado. E mesmo quem não aprecia o vento no rosto (que despenteia topetes e causa ruídos nem sempre agradáveis) poderá desfrutar do passeio a céu aberto. O Eos conta com um par de defletores de acionamento manual: um deles está sobre o arco do para-brisa, enquanto o outro deve ser retirado de uma valise no porta-malas, desdobrado e afixado sobre o assento traseiro, numa operação que leva (com alguma prática) cerca de dois minutos. Com o uso de ambos, o fluxo do ar é desviado e a turbulência no interior da cabine, reduzida.

No teste feito por UOL Carros, aliás, dirigir sem teto se mostrou infinitamente mais agradável do que circular no modo cupê. É que o exemplar cedido pela Volks tinha o desagradável defeito de “bater lata”, transformando o passeio com o teto erguido em um suplício. De qualquer forma, e com o alegado desconhecimento da falha pela fabricante, fomos levados a acreditar se tratar de algum problema pontual. Sem o teto, porém, e acelerando, precisamos fazer muito pouco para ter diversão garantida.

O Eos ganha velocidade rapidamente (a fábrica garante o 0-100 km/h em menos de 8 segundos, com velocidade máxima de quase 230 km/h), sem esforço ou trancos aparentes graças à transmissão DSG (duplo sistema de embreagem que aciona, separadamente e em milésimos de segundos, marchas pares e ímpares) e à tração 4Motion. Além disso, uma miríade eletrônica garante que o Eos dispare em retas em curvas ou pare quando necessário, sem desgarrar em momento algum: direção eletroidráulica, freios ABS (antiblocante), controles de estabilidade (ESP), de tração (ASR), de distribuição do torque (MSR) e de bloqueio do diferencial (EDS). Os faróis bi-xênon acompanham a curva comandada pelo volante e direcionam o facho em curvas.

A segurança é garantida por airbags frontais duplos e laterais, montados nos assentos dianteiros e nas colunas do para-brisa, bem como por um sistema que ejeta duas colunas da base dos apoios de cabeça, em caso de capotagem. No final do teste, porém, outra situação desagradável surgiu. E não foi pelo consumo ao final de 324 quilômetros percorridos: 6 km/l na cidade e 11 km/l na rodovia (a fábrica fala no par 8 e 14 km/l, com média de 10,8 km/l). No retorno a São Paulo pela rodovia Castelo Branco, após a sessão de fotos que ilustra esta avaliação, a luz de injeção eletrônica se acendeu no painel e, com um tranco, o Eos perdeu potência e velocidade de forma vertiginosa, numa situação bastante perigosa, já que estávamos na faixa da esquerda a 100 km/h (máxima daquele ponto). Como o aviso não desapareceu, seguimos em velocidade reduzida e com trancos a cada aceleração até a devolução do carro à Volkswagen, que mais uma vez disse desconhecer qualquer defeito prévio.

Fonte Uol Carros

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