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Alimentação e cuidados para o Diabetes tipo 2

Saiba tudo sobre a alimentação e cuidados para quem sofre de Diabetes 2 e/ou também de hipertensão. Saiba que alimentos consumir, quais deve evitar e como se cuidar adequadamente se você está pré diabético ou já tem Diabetes tipo 2.

Publicado por: Cida Ramos

alimentacao e cuidados para quem tem diabetes tipo 2

Uma alimentação balanceada e saudável deve fazer parte da rotina de qualquer um e mais ainda de quem é  diabético. E entre esses alimentos os que são ricos em fibras precisam receber atenção especial e estar incluídos no plano alimentar do dia-a-dia de quem sofre dessa enfermidade.

As fibras dietéticas têm propriedades importantes para a manutenção de uma vida saudável. São elementos de origem vegetal e que passaram, nos últimos anos, a constituir um novo conceito terapêutico. Elas são classificadas como solúveis e insolúveis, dependendo de sua origem e função no organismo.

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Alimentação e cuidados para o Diabetes tipo 2

Fibras solúveis

As fibras solúveis são provenientes das leguminosas, como o feijão, o grão-de-bico e a ervilha, da aveia, de frutas como a maçã e o morango ou as frutas cítricas. Quando ingeridas, as fibras solúveis absorvem muita água e transformam-se em uma mistura de alta viscosidade que tem como vantagem retardar o esvaziamento gástrico e provocar sensação de maior saciedade.
Os efeitos benéficos são o efeito positivo no controle do colesterol no sangue e maior eliminação das gorduras nas fezes.

Fibras insolúveis 

As fibras insolúveis são encontradas principalmente das verduras e legumes que devem, preferencialmente, ser consumidos crus ou com o menor tempo possível de cozimento. Para melhor aproveitamento, deve-se também evitar picá-los ou triturá-los em liquidificador.

Elas também são encontradas na farinha de trigo integral, nos farelos como o farelo de aveia, e nas frutas com grãos comestíveis, como o morango e o kiwi. Esse tipo de fibra capta pouca água após absorvida e produz mistura de baixa viscosidade.

Seu efeito principal é aumentar o volume e o peso das fezes, com a vantagem de melhorar o trânsito intestinal. É bastante indicada na prevenção do câncer de colo e em constipação intestinal, também conhecida como prisão de ventre.

O ideal é que a pessoa consuma entre 20 e 35 gramas diários dos dois tipos de fibras. E para isso, recomenda-se dar preferência, por exemplo, ao pão integral em lugar do pão de farinha branca comum ou que se coma o bagaço da laranja ou, ainda, que se comece a refeição por um bom prato de verduras de folha, como forma de aumentar essa quantidade e obter o melhor efeito possível.

Pode-se, também, incluir suplementos de fibras nos lanches. O importante é que o diabético não se esqueça de que as fibras estão incluídas no conceito de uma alimentação equilibrada e deve-se consumir alimentos variados ricos em fibras para que se possa aproveitar todas as suas qualidades e benefícios de todos os tipos delas.

O plano alimentar deverá:

  • Visar ao controle metabólico (glicose e lipídeos plasmáticos), da pressão arterial e à prevenção de complicações;
  • O objetivo é ser nutricionalmente adequado. e para isso o recomendado à pessoa com diabetes é uma alimentação saudável e equilibrada,  que todo indivíduo deveria seguir. As dietas restritivas, além de nutricionalmente inadequadas, são de difícil adesão;
  • Ser individualizado (atender às necessidades individuais de acordo com a idade, sexo, estado fisiológico, estado metabólico, atividade física, doenças intercorrentes, hábitos socioculturais, situação econômica, disponibilidade de alimentos, etc);
  • Fornecer valor calórico total (VCT) compatível com a obtenção e/ou manutenção do peso corpóreo desejável. Para pessoas obesas, a dieta deverá ser hipocalórica, com déficit acima de 100 a 500 Kcal diárias, que possa promover perdas ponderais de 0,5 a 1,0 Kg por semana. Devem-se evitar dietas com VCT inferior à taxa de metabolismo basal do indivíduo e se houver dieta mais rígida, que seja apenas em casos especiais e por tempo limitado para que possa haver uma dieta com valor calórico inferior a 1000 calorias.

Composição do plano alimentar

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Carboidratos complexos 

Em termos práticos, podemos afirmar que, na dieta da maioria das pessoas com diabetes, os carboidratos deverão representar em torno de 50 a 60% do valor calórico total da dieta. Isso significa que a pessoa com diabetes deverá ingerir 6 ou mais porções diárias de alimentos ricos em carboidratos, dando preferência aos complexos  (fontes de amido) a exemplo da batata doce,  e ricos em fibras.

Para dar uma ideia, uma porção de carboidratos corresponde, por exemplo, a uma fatia de pão de forma ou meio pão francês ou uma escumadeira rasa de arroz ou macarrão ou uma batata média ou meia concha de feijão.

Vale lembrar que uma banana seja ela qual for, corresponde a 1 pão francês, depois de metabolizado no organismo de um diabético, então ela deve ser consumida com atenção, moderadamente e não concomitantemente, ou seja nunca junto com outros carboidratos.

O total de porções diárias desse grupo de alimentos variará de acordo com o VCT da dieta prescrita e portanto, basicamente com o índice de massa corporal, idade e nível de atividade física do indivíduo. Assim, mulheres com IMC > 27 Kg/m2, sedentárias, poderão receber apenas 6 porções/dia. Homens ativos, com peso normal, poderão ingerir até 11 porções/dia. Essas quantidades deverão ser individualizadas. Para saber e entender melhor sobre a dieta ideal para você, consulte um nutricionista. Mas para quem não pode fazer isso vamos tentar explicar.

As gorduras

Em termos práticos, o *índice abaixo descrito abaixo, significa que a pessoa com diabetes deverá evitar alimentos gordurosos em geral, como carnes gordas, embutidos, laticínios integrais, frituras, gordura de coco, molhos, cremes e doces ricos em gordura e alimentos refogados ou temperados com excesso de óleo ou gordura.Em algumas situações, como na hipertrigliceridemia ou quando a HDL-colesterol se apresenta abaixo do desejável, pode ser aconselhável aumentar a quantidade de gorduras monoinsaturadas (azeite, abacate, óleo de canola), reduzindo nesse caso a oferta de carboidratos

*As gorduras deverão representar menos que 30% do VCT da dieta, sendo que as gorduras saturadas deverão corresponder, no máximo, a 10% do VCT.  (MULS, 1998).

As proteínas

Em termos práticos, o *índice abaixo corresponde a duas porções pequenas de carne por dia, que podem ser substituídas com vantagem pelas leguminosas (feijão, lentilha, soja, ervilha ou grão de bico) e duas a três porções diárias de leite desnatado ou queijo magro. Os ovos também podem ser utilizados como substitutos da carne, respeitando-se o limite de 2 gemas por semana, em função do teor de colesterol. Excessos proteicos, especialmente de carnes vermelhas, devem ser evitados.

*O conteúdo protéico deve ser de 0,8 a 1,0 g/kg de peso desejado por dia.

As fibras

A alimentação deve ser rica em fibras, vitaminas e minerais, para o que se recomenda o consumo diário de duas a quatro porções de frutas (sendo pelo menos uma rica em vitamina “C”) e de três a cinco porções de hortaliças (cruas e cozidas). Recomenda-se, ainda, dar preferência, sempre que possível, aos alimentos integrais.

Alimentos permitidos para diabéticos e não permitidos

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Macarrão, arroz, pão, cereais tipo muesli sem açúcar, de preferência às versões integrais.

Acelga, escarola, almeirão, brócolis, abobrinha, vagem, chuchu, cenoura. Maçã, pera, laranja, mamão, melão, melancia. Leite desnatado, queijo tipo minas, margarina, iogurte de preferência nas versões light. Carnes magras como frango e peru, peixe, frutos do mar.

Alimentos proibidos para quem tem diabetes tipo 2

Como aparece na foto acima, o açúcar, mel, geleia, compota, marmelada, produtos de confeitaria e pastelaria, chocolates, balas, sorvetes, fruta em calda, frutas secas e fruta muito doce como banana, figo, uva e dióspiro, refrigerantes e outras bebidas açucaradas.

Ficar ligado sempre nos ingredientes descritos nos produtos é conhecer tudo o que você está comendo. Para os diabéticos, é interessante prestar atenção e evitar caso o alimento contenha: glicose, xilitose, frutose, maltose ou açúcar invertido, algumas formas de “esconder” o açúcar utilizando ouros nomes.

Além da alimentação o que pode ajudar a controlar o Diabetes tipo 2?

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Alimentos para os Diabéticos e Hipertensos

O diabético que também é hipertenso deve controlar a quantidade de sal e açúcar em cada um dos alimentos digeridos. E a cafeína deve ser consumida com moderação.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão, estes passos são importantes para que o diabético e hipertenso mantenha uma alimentação balanceada:

– Coma variados tipos de verduras, legumes e frutas

– Dê preferência para aqueles alimentos que são ricos em fibras, como verduras, frutas e legumes, leguminosas (feijões), cereais integrais como arroz, pão e farinhas

– Deixe de lado os alimentos ricos em açucares como doces, refrigerantes, chocolates e balas

– Evite sal de cozinha e alto teor de sal, temperos prontos e alimentos industrializados

– Para dar mais sabor, use ervas como cebolinha e orégano, especiarias e limão

– Diminua o consumo de gordura (manteiga e margarina, frituras e alimentos industrializados)

– Prefira leite desnatado, queijos brancos, carnes magras e pratos com pouco óleo e gorduras

– Reduza a ingestão de bebidas alcoolicas.

Obervações importantes

Mesmo os alimentos para diabéticos e hipertensos não devem ser consumidos com exagero. Por isso, o importante é consultar um nutricionista e manter o acompanhamento de um endocrinologista e um cardiologista, que vão monitorar todo o tratamento.

No dia a dia, lembre também de controlar a quantidade diária de carboidratos e de consumir alimentos ricos em fibras, que causam a sensação de saciedade. E não deixe de lado a ingestão diária de dois litros de água para manter o organismo em pleno funcionamento.

Aviso Importante:
Este post tem a finalidade de ajudar, mas não substitui o trabalho de um especialista. Consulte sempre seu médico.

Fontes de pesquisa: Vivo Mais Saudável / Projetoinovador.spaceblog.com.br
Fotos: Pinterest

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