Por: Cida Ramos em: 9 de novembro de 2010

Cabelos Ombré Hair: Tudo sobre a coloração das famosas

A técnica de sombremento nos cabelos, conhecido como Ombré Hair, é deixar as pontas dos cabelos mais claras do que a raiz, dando a impressão de “queimado do sol”.

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A técnica de sombremento nos cabelos, conhecido como Ombré Hair, é deixar as pontas dos cabelos um pouco mais claras do que a raiz. Daí a impressão de sombreamento a partir do meio do cabelo deixando um aspecto de que o cabelo foi queimado naturalmente pelo sol, mas bem sutil é claro.

Algumas pessoas confundem o ombré hair com as luzes californianas, o que é normal,  pois os estilos são bem parecidos. A diferença é que as luzes californianas deixam o cabelo mais marcado diferente do ombré hair que é mais discreto, com as mechas mais misturadas aos cabelos dando um aspecto mais natural. 

Ricardo Rodrigues, cabeleireiro do Studio W, mostra o passo a passo da técnica do ombré hair.

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Trata-se de uma evolução das mechas californianas, e isso quer dizer que só as pontinhas claras estão fora de moda. Agora, o loiro sobe em degradê quase até a raiz, que é preservada do clareamento. “É escuro na raiz e vem clareando bonito, num tom sobre tom”, explica Ricardo.

cabelos ombré hair passo a passo

cabelos ombré hair passo 2

cabelos ombré hair - passo 3

cabelos ombre hair - antes e depois

Clareando o comprimento e as pontas

No caso do Two Toned hair, Ricardo Rodrigues indica retoques a cada três ou quatro meses. A hidratação é altamente recomendada, como em qualquer processo de clareamento.

Pelo visto os cabelos “ombre hair” (um estilo meio surfista verão – definição da Teen Vogue) viraram tendência! A moda da Drew Barrymore pegou! Segundo Erin Bogart – Sally Hershberger Downtown – o melhor é que ele dura até 6 meses sem retoque!

Dicas para manter a aparência do ombré hair

“Para obter a aparência, peça ao seu estilista para concentrar a tinta nas extremidades, não muito acima do seu queixo. Frame seu rosto com algumas sutis cores que são apenas um tom ou dois mais leves do que sua cor natural e depois deixe tão claro quanto quiser nas extremidades. Para mantê-lo, use um xampu cor-seguro e um condicionador hidratante.”

Tecnicamente falando

Também chamada de invisible highlights (destaque invisível), a técnica ombré hair nada tem a ver com as mechas californianas (pontas marcadas com um tom bem claro), as mechas invertidas (aquelas feitas na cor oposta a do cabelo) e o sun kiss (que significa ‘beijado pelo sol’, um clareamento não tão distante da cor natural, mas sem variação de tonalidade). A grande diferença do ombré, e talvez seja o que dá o charme para o resultado final, é o degradê sombreado, bem sutil. “A graduação dos tons é tudo. Normalmente são três ou quatro nuances, misturadas em mechas. Nos cabelos loiros é possível trabalhar com quatro tons e chegar ao claríssimo nas pontas”, explica Branca. “O segredo é ter nuance, que é a alma da técnica”, diz ela.

Cuidado 1 – Se você já tem o cabelo tingido, mesmo que tenha sido pintado há mais de seis meses, tome cuidado! A reação dos produtos químicos pode não ser a esperada, e por isso é importante levar esses casos para um bom colorista.

Cuidado 2 - Pra quem tem o cabelo “virgem” (sem química), do loiro escuro até o castanho médio, o cuidado é com o tempo de clareamento. Os mais claros demoram menos para abrir a cor, e os escuros levam mais tempo.

Cuidado 3 – Tirando a dúvida de quem gostaria de saber se fica legal em morenas: cabelos muito escuros podem sim recorrer a esta técnica! Porém, é preciso a ajuda de um profissional. Isso acontece por que cabelos muito escuros tem muito pigmento nos fios e, quando clareados, podem chegar a uma cor alaranjada bem feia. Para matizar da maneira correta e deixar o tom de loiro acinzentado ou platinado correto, procure um bom colorista.

Quem pode fazer o ombré hair

Independentemente da cor original do fio, Fernando Torquatto ressalta: “É um estilo que funciona para mulheres que cuidam de cada detalhe da produção como o make, o corte, a saúde e textura do fio. A proposta desse visual é um conceito e se não tiver contexto é fácil confundir com um cabelo mal pintado”.

No mais, a técnica é democrática. “Pode ser aplicada em cabelos de qualquer cor. Nos fios claros dá para trabalhar melhor a nuance com tons de dourado, mel, loiro claro, médio e claríssimo, mas nada impede que os castanhos escuros e pretos sejam levemente ‘queimados’ só para ter luminosidade, basta fazer um degradê suave com tons escuros”, garante Branca. “O cabelo da Julia Roberts é um bom exemplo. É uma versão para quem não abre mão de ser morena”, diz Marco Antonio, que sugere como alternativa os cabelos de Carolina Dieckman e Fernanda Souza para aquelas que não quiserem arriscar o ombré. “Esse tom achocolatado brown é uma forte tendência para as mulheres que gostam de fios escuros”, conta o expert que faz um alerta: “a única ressalva do ombré nos fios muito escuros é que na hora de dar uma clareada na cor de base tem que tomar cuidado para não ficar alaranjado. Mas um bom colorista sabe disso”.

O tipo de fio e o comprimento também não representam problemas. “Dá para fazer nos ondulados e crespos por serem irregulares. Os lisos só precisam ser repicados para dar mais movimento à coloração nas pontas”, indica Branca. “Os longos são perfeitos, mas a partir do tamanho chanel médio, como o da Alexa Chung, em cima do ombro, já é possível trabalhar a raiz larga e o degradê e ficar bem bonito”, garante Torquatto. Essa técnica só tem uma contra-indicação: o ressecamento excessivo. “Como se trabalha o comprimento e as pontas, que são mais secos, é importante o cabelo estar hidratado. Os fios debilitados com química de tintura e alisamento precisam passar por um processo de hidratação profissional intenso para depois se submeterem a coloração”, alerta Branca. A manutenção no dia a dia é simples: xampu e condicionador para cabelos coloridos, um bom leave-in diariamente e uma vez por semana é indicado aplicar máscara nutritiva instantânea no banho.

Quanto à cor de pele, os especialistas garantem que nada é proibido. “Não tem como generalizar dizendo: isso fica bom e isso não fica. É preciso ver caso a caso e adequar a cor do cabelo para ter harmonia”, afirma Branca. “Foi-se o tempo em que negra não podia ter mechas claras e japonesa não podia ser loira. Isso é coisa do passado, nos anos 80 tinha muito essas restrições, hoje não é mais assim”, aponta Marco Antonio.

Fontes:UOL / Revista capricho/ Conteúdo do site : http://delas.ig.com.br/beleza/cabelos

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